Homem é internado para retirar bala da coluna e sai do hospital sem um rim
Operador de empilhadeira disse que hospital ainda não se explicou.
Caso aconteceu em unidade pública de saúde em Rondonópolis (MT).
10/10/2016
Homem foi internado em MT para retirar bala da coluna e saiu do hospital sem um rim. (Foto: Reprodução/TVCA)
O operador de empilhadeira Jefferson Hora dos Santos, de 30 anos, foi internado em um hospital de Mato Grosso para retirar uma bala alojada perto da coluna mas saiu da unidade sem um dos rins. O caso aconteceu em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. O tiro foi disparado contra a vítima depois de uma discussão de trânsito ocorrida no dia 11 de setembro numa rua da cidade.
A assessoria do Hospital Regional disse, por telefone, que vai apurar o caso para saber o que de fato aconteceu. Informou também que a unidade pretende resolver esse problema o mais rapidamente possível.
“Um carro passou por nós e ia fechando minha esposa. Ela estava acompanhada da vizinha. Após esse acontecimento, ela buzinou e o cara da caminhonete ficou bravo e deu ré. Até então, como esposo dela, eu fui para conversar com o rapaz. Mas só que não deu tempo de conversar. Assim que eu me aproximei do veículo e parei do lado do passageiro, ele já sacou uma arma e efetuou dois disparos”, disse Jefferson.
Aproximadamente uma hora depois de ter sido baleado, Jefferson foi levado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para o Hospital Regional de Rondonópolis. Na unidade ele passou por cirurgia para que fosse retirada o projétil mas, em vez disso, ele deixou o hospital sem um dos rins.
O operador só soube que a bala ainda estava no corpo dele há poucos dias, por acaso. Ele foi a um Pronto Atendimento para retirar os pontos da cirurgia e reclamando de dores. O atendente disse que a dor teria sido provavelmente causada pela anestesia.
Jefferson voltou para casa e, na semana seguinte, esteve na unidade de saúde novamente para retirar o restante dos pontos. Ele voltou a reclamar de dor e o atendente disse novamente que a sensação deveria ter sido provocada pela anestesia.
Trabalhador disse que levou susto a ver que rim tinha sido retirado (Foto: Reprodução/TVCA)
"Eu disse que a dor vinha se agravando, que não estava conseguindo caminhar normal. Fui parar no PA [Pronto Atendimento] e me pediram raio-x. A partir desse raio-x que a médica viu veio o susto: tiraram um rim meu e ainda estou com a bala próxima da minha coluna", relatou a vítima.
No raio-x é possível ver a bala alojada rente à coluna vertebral. O operador de máquina está afastado do trabalho por 60 dias e passará por perícia médica do INSS no final do mês em Barra do Garças, cidade distante 516 km de Cuiabá, porque a unidade de Rondonópolis não conta no momento com peritos para realizar o atendimento.
“É assustador. E será que teve a necessidade de retirar um rim? Porque a bala não é explosiva, a bala está inteirinha”, disse a esposa de Jefferson, a dona de casa Flávia Lopes da Silva.
Raio-x mostra bala alojada na coluna de operador de empilhadeira em MT (Foto: Reprodução/TVCA)
Jefferson procurou a polícia, mas ainda não conseguiu registrar boletim de ocorrência sobre o que aconteceu porque o laudo do caso não está pronto. “Fui na delegacia registar o fato, o ocorrido. Mas eles precisam do laudo, já que dei entrada no hospital. A minha esposa voltou lá [no hospital] e a atendente disse que procurou o médico, mas que ele não terminou de fazer o laudo. E estou aguardando. Um pai de família ficar nessa situação é difícil”, disse.
Definição: Erro médico é o dano provocado no paciente pela ação ou inação do médico, no exercício da profissão, e sem a intenção de cometê-lo. Há três possibilidades de suscitar o dano e alcançar o erro: imprudência, imperícia e negligência. Esta, a negligência, consiste em não fazer o que deveria ser feito; a imprudência consiste em fazer o que não deveria ser feito e a imperícia em fazer mal o que deveria ser bem feito.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
TRAUMATOLOGISTA MATA E ALEJA
Médico denunciado por erro e morte de paciente é cassado
05/10/2016
Após reportagem com denúncias de pacientes, médico foi preso
Rio - Fim da linha para as atividades profissisonais do ortopedista e traumatologista Fernando Cesar Lamy Monteiro da Silva, que responde em liberdade por suposto erro médico, que teria levado à morte um homem de 37 anos, depois de uma cirurgia na coluna. O Conselho Federal de Medicina (CFM) referendou ontem a cassação do exercício profissional de Fernando, proposta há dois anos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj). Pelo menos outras cinco mortes também são atribuídas a ele, acusado de ter deixado ainda várias pessoas aleijadas.
O caso que levou à cassação da profissão de Fernando, que segundo testemunhas chegou a operar pacientes supostamente bêbado, é o do analista de sistemas Marcelo Costa, 37, que morreu em 2012 na mesa de operação. Em 2014, Fernando foi preso por policiais da 26ª DP (Todos os Santos) depois de uma série de matérias feitas pelo DIA. Em uma delas, chegou a indicar cirurgia para a então repórter do jornal Hilka Telles, que se passou por paciente.
De acordo com o Cremerj, não cabe mais recurso para o agora ex-médico, que nega as acusações. A notícia foi comemorada por pessoas que se dizem vítimas de Fernando e por parentes de vítimas. “Estou feliz por saber que ele não vai mais fazer maldades com ninguém”, afirmou Suely Gomes, 57, comerciária que ficou inválida depois de ser operada há quatros anos. Ela usa fraldas até hoje.
A jornalista Fernanda Pimentel, 33, que perdeu a mãe, a bancária Ana Márcia Pimentel, 49, em 2008, desabafou. “Agora quero vê-lo preso. Ele é um assassino em série”, afirmou, lembrando que a mãe teve a coluna operada por Fernando duas vezes no mesmo dia — cervical e lombar. O prazo deveria ser de quatro meses.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
ERRO MÉDICO INCAPACITA
Juiz condena médico a pagar R$ 20 mil para idosa após erro em cirurgia em Goiás (Foto: Divulgação)Francisca diz que não consegue mais trabalhar ou sair para dança forró (Foto: Arquivo pessoal)
09/03/2016 06h45
Médico terá de pagar R$ 20 mil a idosa após erro em cirurgia, em Goiás
Segundo a Justiça, durante retirada do útero, ela teve canal renal cortado.
Assim, passou a sofrer com incontinência urinária: 'Acabaram com minha vida'.
O médico Edson Pereira de Menezes foi condenado a pagar uma indenização de R$ 20 mil, por danos morais, após um erro durante uma cirurgia, em Acreúna, no sul de Goiás. A paciente, a doméstica Francisca Paula Conceição da Cruz, de 60 anos, passou pelo procedimento para a retirada do útero. Porém, segundo a Justiça, foi cortado o canal renal irregularmente, o que gerou incontinência urinária e "sons indesejáveis" em seu órgão sexual.
A condenação foi expedida pelo desembargador Fausto Moreira Diniz, da 6ª Câmara Cívil de Goiás, no último dia 23 de fevereiro.
O advogado do médico, Manoel Araújo de Almeida, disse que vai recorrer da decisão.
A cirurgia, chamada de histerectomia, ocorreu em junho de 1999. Francisca, que é moradora de Rio Verde, no sudoeste do estado, diz que, antes de ser submetida a ela, conseguia trabalhar, se divertia bastante e não apresentava qualquer problema de saúde. Porém, afirma que agora se tornou uma pessoa doente e infeliz.
"Hoje não sou uma mulher perfeita. Antes eu fazia faxina a semana inteira e dançava forró sexta e sábado. Ele acabou com a minha energia, tirou o meu prazer de viver. Acabaram com a minha saúde e com a minha vida".
A mulher conta que sempre se consultou com outro médico, chamado William Costa Ribeiro, e que foi ele quem indicou a cirurgia. Segundo a paciente, ele sempre afirmou que faria a operação, mas, somente no dia marcado, avisou que Edson, que ela nem conhecia, faria o trabalho.
Na mesma ação, Francisca também pediu que William fosse responsabilizado por participação no ocorrido, o que foi negado pela Justiça. De acordo com o documento, "não há nos autos elementos comprobatórios que imputam ao mencionado médico a responsabilidade pelo insucesso do procedimento".
O advogado de William, Gilson Soares de Freitas, disse que não vai se pronunciar sobre a decisão.
Outras cirurgias
A doméstica explica que cerca de um mês após a cirurgia, procurou novamente William se queixando de dores fortes na barriga e extrema dificuldade para segurar a urina. Ela foi medicada, mas teve que voltar em seguida, quando foi decidido que ela teria que passar por outra operação.
O procedimento novamente foi realizado por Edson. Mesmo assim, o problema persistiu. Francisca alega ainda que sofreu com o deboche dos dois médicos.
Eu fiquei dois meses internada e eles me maltrataram muito. Colocaram uma sonda em mim que eu não aguentava de tanta dor e o xixi passava. Quando me viam, eles falavam: 'E aí cano furado, como você está?'. Ficavam caçoando de mim"
Francisca da Cruz, doméstica
"A segunda operação piorou ainda mais a situação. Era a mesma coisa de abrir uma torneira. Eu fiquei dois meses internada e eles me maltratavam muito. Colocaram uma sonda em mim que eu não aguentava de tanta dor e o xixi passava. Quando me viam, eles falavam: 'E aí cano furado, como você está? '. Ficavam caçoando de mim", lamentou.
Em dezembro de 2011, então, a mulher foi levada para um hospital de Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia, e passou pela terceira cirurgia, desta vez com outro médico. O problema foi controlado parcialmente, mas ela segue com dificuldades.
"Vivo inútil dentro de casa. Às vezes, molho três lençóis por noite, faço xixi sem parar. A bexiga não dá sossego. Além disso, minhas partes íntimas fazem um barulho alto que não dá para controlar. Passo vergonha. Fui lá para resolver um problema e voltei com outro", lamenta.
Antes de ir à Justiça, em 2000, a paciente fez uma denúncia no Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) contra os dois médicos. Porém, somente William foi condenado por infringir os artigos 2º e 33 do Código de Ética Médica. Edson foi absolvido.
A assessoria de imprensa do Cremego informou que não pode informar qual o tipo de punição foi aplicada ao profissional.
Decisão reformada
O valor de R$ 20 mil de indenização ocorreu após a sentença do caso ser reformada pelo desembargador Fausto Moreira Diniz, relator do processo. Francisca já havia ganhado a causa com uma indenização de R$ 7 mil. Porém, a defesa dela entrou com recurso para reajustar o montante.
Além disso, ela pediu uma pensão vitalícia porque alegava que não estava mais apta a trabalhar. No entanto, o requerimento foi negado. O juiz relata que, em perícia realizada, "não houve comprovação de incapacidade para o trabalho”.
09/03/2016 06h45
Médico terá de pagar R$ 20 mil a idosa após erro em cirurgia, em Goiás
Segundo a Justiça, durante retirada do útero, ela teve canal renal cortado.
Assim, passou a sofrer com incontinência urinária: 'Acabaram com minha vida'.
O médico Edson Pereira de Menezes foi condenado a pagar uma indenização de R$ 20 mil, por danos morais, após um erro durante uma cirurgia, em Acreúna, no sul de Goiás. A paciente, a doméstica Francisca Paula Conceição da Cruz, de 60 anos, passou pelo procedimento para a retirada do útero. Porém, segundo a Justiça, foi cortado o canal renal irregularmente, o que gerou incontinência urinária e "sons indesejáveis" em seu órgão sexual.
A condenação foi expedida pelo desembargador Fausto Moreira Diniz, da 6ª Câmara Cívil de Goiás, no último dia 23 de fevereiro.
O advogado do médico, Manoel Araújo de Almeida, disse que vai recorrer da decisão.
A cirurgia, chamada de histerectomia, ocorreu em junho de 1999. Francisca, que é moradora de Rio Verde, no sudoeste do estado, diz que, antes de ser submetida a ela, conseguia trabalhar, se divertia bastante e não apresentava qualquer problema de saúde. Porém, afirma que agora se tornou uma pessoa doente e infeliz.
"Hoje não sou uma mulher perfeita. Antes eu fazia faxina a semana inteira e dançava forró sexta e sábado. Ele acabou com a minha energia, tirou o meu prazer de viver. Acabaram com a minha saúde e com a minha vida".
A mulher conta que sempre se consultou com outro médico, chamado William Costa Ribeiro, e que foi ele quem indicou a cirurgia. Segundo a paciente, ele sempre afirmou que faria a operação, mas, somente no dia marcado, avisou que Edson, que ela nem conhecia, faria o trabalho.
Na mesma ação, Francisca também pediu que William fosse responsabilizado por participação no ocorrido, o que foi negado pela Justiça. De acordo com o documento, "não há nos autos elementos comprobatórios que imputam ao mencionado médico a responsabilidade pelo insucesso do procedimento".
O advogado de William, Gilson Soares de Freitas, disse que não vai se pronunciar sobre a decisão.
Outras cirurgias
A doméstica explica que cerca de um mês após a cirurgia, procurou novamente William se queixando de dores fortes na barriga e extrema dificuldade para segurar a urina. Ela foi medicada, mas teve que voltar em seguida, quando foi decidido que ela teria que passar por outra operação.
O procedimento novamente foi realizado por Edson. Mesmo assim, o problema persistiu. Francisca alega ainda que sofreu com o deboche dos dois médicos.
Eu fiquei dois meses internada e eles me maltrataram muito. Colocaram uma sonda em mim que eu não aguentava de tanta dor e o xixi passava. Quando me viam, eles falavam: 'E aí cano furado, como você está?'. Ficavam caçoando de mim"
Francisca da Cruz, doméstica
"A segunda operação piorou ainda mais a situação. Era a mesma coisa de abrir uma torneira. Eu fiquei dois meses internada e eles me maltratavam muito. Colocaram uma sonda em mim que eu não aguentava de tanta dor e o xixi passava. Quando me viam, eles falavam: 'E aí cano furado, como você está? '. Ficavam caçoando de mim", lamentou.
Em dezembro de 2011, então, a mulher foi levada para um hospital de Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia, e passou pela terceira cirurgia, desta vez com outro médico. O problema foi controlado parcialmente, mas ela segue com dificuldades.
"Vivo inútil dentro de casa. Às vezes, molho três lençóis por noite, faço xixi sem parar. A bexiga não dá sossego. Além disso, minhas partes íntimas fazem um barulho alto que não dá para controlar. Passo vergonha. Fui lá para resolver um problema e voltei com outro", lamenta.
Antes de ir à Justiça, em 2000, a paciente fez uma denúncia no Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) contra os dois médicos. Porém, somente William foi condenado por infringir os artigos 2º e 33 do Código de Ética Médica. Edson foi absolvido.
A assessoria de imprensa do Cremego informou que não pode informar qual o tipo de punição foi aplicada ao profissional.
Decisão reformada
O valor de R$ 20 mil de indenização ocorreu após a sentença do caso ser reformada pelo desembargador Fausto Moreira Diniz, relator do processo. Francisca já havia ganhado a causa com uma indenização de R$ 7 mil. Porém, a defesa dela entrou com recurso para reajustar o montante.
Além disso, ela pediu uma pensão vitalícia porque alegava que não estava mais apta a trabalhar. No entanto, o requerimento foi negado. O juiz relata que, em perícia realizada, "não houve comprovação de incapacidade para o trabalho”.
segunda-feira, 7 de março de 2016
UM PEDAÇO DE MULHER
Foto: Reprodução Facebook
07/03/2016
Polícia indicia cirurgião por falsidade de atestado em caso de modelo morta
Raquel Santos, de 28 anos, morreu em janeiro, após passar por um procedimento estético na clínica de Wagner Moraes, em Niterói
Rio - O cirurgião Wagner Moraes foi indiciado nesta segunda-feira pela Polícia Civil por falsidade de atestado médico no caso que resultou na morte da modelo Raquel Santos, de 28 anos, em janeiro.
Raquel morreu após ter uma parada cardiorrespiratória depois de aplicar ácido hialurônico, que é um preenchimento no rosto para corrigir o chamado "bigode chinês", na clínica de Moraes, em Icaraí, Zona Sul de Niterói. Após passar mal, a jovem chegou à ser levada para o Hospital de Icaraí, mas não resistiu.
De acordo com o delegado da 79ª DP (Jurujuba), Mario Jose Lamblet dos Santos, o médico não fazia o acompanhamento de saúde da modelo, portanto, não poderia ter emitido o seu atestado de óbito da mulher. Segundo Lambert, a polícia só encontrou irregularidade na declaração do atestado de óbito que o cirurgião emitiu.
A Polícia Civil afirmou que encaminhou o inquérito para o Ministério Público Estadual (MPE), que poderá pedir novas diligências da polícia. O MPE informou que até às 12h, desta segunda-feira ainda não havia recebido as denúncias feitas pela polícia.
07/03/2016
Polícia indicia cirurgião por falsidade de atestado em caso de modelo morta
Raquel Santos, de 28 anos, morreu em janeiro, após passar por um procedimento estético na clínica de Wagner Moraes, em Niterói
Rio - O cirurgião Wagner Moraes foi indiciado nesta segunda-feira pela Polícia Civil por falsidade de atestado médico no caso que resultou na morte da modelo Raquel Santos, de 28 anos, em janeiro.
Raquel morreu após ter uma parada cardiorrespiratória depois de aplicar ácido hialurônico, que é um preenchimento no rosto para corrigir o chamado "bigode chinês", na clínica de Moraes, em Icaraí, Zona Sul de Niterói. Após passar mal, a jovem chegou à ser levada para o Hospital de Icaraí, mas não resistiu.
De acordo com o delegado da 79ª DP (Jurujuba), Mario Jose Lamblet dos Santos, o médico não fazia o acompanhamento de saúde da modelo, portanto, não poderia ter emitido o seu atestado de óbito da mulher. Segundo Lambert, a polícia só encontrou irregularidade na declaração do atestado de óbito que o cirurgião emitiu.
A Polícia Civil afirmou que encaminhou o inquérito para o Ministério Público Estadual (MPE), que poderá pedir novas diligências da polícia. O MPE informou que até às 12h, desta segunda-feira ainda não havia recebido as denúncias feitas pela polícia.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
MUTIRÃO DA CATARATA DEIXA 18 CEGOS EM SÃO BERNARDO
Problemas em mutirão da catarata fazem pacientes sair sem enxergar
Vinte e sete pacientes se submeteram a uma cirurgia de catarata.
Dezoito deles perderam a visão por causa de uma bactéria.
15/02/2016
São Bernardo do Campo, SP
Mais um caso triste de saúde pública na Grande São Paulo. Vinte e sete pacientes se submeteram a uma cirurgia de catarata, durante um mutirão em São Bernardo do Campo. Só que algo saiu errado e a maioria deles não está mais enxergando.
Um grupo de 27 pessoas fez uma cirurgia de catarata em um hospital em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, no dia 30 de janeiro.
Vinte e uma foram infectadas por uma bactéria e segundo parentes das vítimas, 18 perderam a visão do olho operado.
A catarata é uma doença que deixa a visão embaçada. O cristalino, a lente natural do olho, fica opaco e é trocado na operação por uma lente artificial. Em algum momento durante esse processo, uma bactéria contaminou os pacientes.
As cirurgias foram feitas em três salas do hospital, todas pelo mesmo médico e com tempo médio de 15 minutos de duração. O que já se sabe é que os infectados foram os primeiros 21 pacientes.
Cirurgias em série oferecem riscos, dizem os especialistas. Confira a explicação do representante do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Cristiano Caixeta Umbelino, no vídeo com a reportagem completa.
http://g1.globo.com/hora1/noticia/2016/02/problemas-em-mutirao-da-catarata-fazem-pacientes-sair-sem-enxergar.html
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
MENINO TEVE BRAÇO AMPUTADO DEVIDO A ERRO MÉDICO
(Foto: Tacyane Machado)Garoto sofreu uma fratura no braço após cair de um
cavalo (Foto: Tacyane Machado)
Laudo confirma que menino teve braço amputado devido erro médico
Criança passou por cirurgia após sofrer fratura exposta ao cair de cavalo.
Família ingressou com ação na 4ª Vara Cível da Comarca de Parnaíba.
14/07/2015
Laudo de negligência (Foto: Reprodução)Laudo do IML conclui que houve negligência médica (Foto: Reprodução)
O laudo do exame de corpo de delito feito em um garoto de 13 anos que teve o braço amputado no Litoral do Piauí, comprovou que a remoção do membro aconteceu devido à negligência médica. A criança sofreu uma fratura exposta quando caiu de um cavalo em Chaval, no Ceará, e buscou atendimento médico em Parnaíba.
José Diemerson sofreu uma fratura no braço após cair de um cavalo
Na época, a família registrou um boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial por acreditar que houve erro médico durante a internação do menino no Hospital Regional Dirceu Arcoverde (Heda). Em posse do resultado dos exames, a família ingressou com ação na 4ª Vara Cível de Parnaíba cobrando reparação por danos morais, materiais e estéticos no valor de R$ 1,4 milhão.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) afirma que quem está sendo acionado judicialmente é o médico que atendeu o garoto, mas o sistema do site do Tribunal de Justiça mostra que o Governo do Piauí figura como réu. O procurador geral do estado, Plínio Clerton, não foi encontrado para comentar o caso.
O G1 obteve com exclusividade uma cópia do laudo no qual o médico legista afirma que "houve negligência por parte da equipe médica durante a primeira internação (o paciente teve duas internações) que não evitou a complicação que resultou em necrose e na amputação de todo o membro superior da vítima".
O laudo conclui ainda que o procedimento colocou em perigo a vida do garoto diante do risco de sepse (infecção generalizada e morte do paciente).
Processo TJ (Foto: tjpi.jus.br)Estado do Piauí consta como réu no sistema do TJ-Piauí (Foto: reprodução/tjpi.jus.br)
Esse caso foi mostrado pelo G1 em reportagem publicada em janeiro do ano passado. Ao registrar ocorrência na polícia, a mãe do garoto relatou que a criança deu entrada no hospital dia 18 de dezembro de 2013 e uma cirurgia de correção foi feita no braço da criança, que recebeu alta no dia 20. No dia 21, a família voltou ao Heda, porque o braço do garoto estava escuro, a mão cheia de bolhas, as unhas pretas e sentindo fortes dores.
A amputação do membro foi feita no dia 22, e, segundo a mãe da criança, os médicos não deram explicação para o procedimento. Após a cirurgia, bolhas voltaram a aparecer pelo corpo da criança.
A conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML) dá conta que a complicação que levou à amputação do braço do jovem poderia ter sido evitada, caso o paciente tivesse sido melhor observado. "Entendo que a primeira alta hospitalar foi precoce e que a complicação após o tratamento cirúrgico poderia ter sido evitada se o paciente tivesse permanecido mais tempo internado, com acompanhamento clínico, cirúrgicos e laboratorial adequados", diz o texto.
Na época, a direção do Heda enviou uma nota à imprensa na qual informava que a amputação aconteceu porque os médicos detectaram que o membro já estava em estado avançado de infecção. A direção disse ainda que o procedimento foi realizado para evitar uma infecção generalizada e que a cirurgia foi feita para salvar a vida da criança com expressa autorização da família.
Os advogados da família Adelmir Lima e Fernando Tallyson, acusam os médicos de não terem feito a limpeza correta antes dos curativos e informou que a ação contra o estado visa reparação de danos morais, materiais e estéticos. Segundo eles, a família já havia tentado acordo com o médico que atendeu o garoto no Heda, mas sem sucesso.
cavalo (Foto: Tacyane Machado)
Laudo confirma que menino teve braço amputado devido erro médico
Criança passou por cirurgia após sofrer fratura exposta ao cair de cavalo.
Família ingressou com ação na 4ª Vara Cível da Comarca de Parnaíba.
14/07/2015
Laudo de negligência (Foto: Reprodução)Laudo do IML conclui que houve negligência médica (Foto: Reprodução)
O laudo do exame de corpo de delito feito em um garoto de 13 anos que teve o braço amputado no Litoral do Piauí, comprovou que a remoção do membro aconteceu devido à negligência médica. A criança sofreu uma fratura exposta quando caiu de um cavalo em Chaval, no Ceará, e buscou atendimento médico em Parnaíba.
José Diemerson sofreu uma fratura no braço após cair de um cavalo
Na época, a família registrou um boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial por acreditar que houve erro médico durante a internação do menino no Hospital Regional Dirceu Arcoverde (Heda). Em posse do resultado dos exames, a família ingressou com ação na 4ª Vara Cível de Parnaíba cobrando reparação por danos morais, materiais e estéticos no valor de R$ 1,4 milhão.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) afirma que quem está sendo acionado judicialmente é o médico que atendeu o garoto, mas o sistema do site do Tribunal de Justiça mostra que o Governo do Piauí figura como réu. O procurador geral do estado, Plínio Clerton, não foi encontrado para comentar o caso.
O G1 obteve com exclusividade uma cópia do laudo no qual o médico legista afirma que "houve negligência por parte da equipe médica durante a primeira internação (o paciente teve duas internações) que não evitou a complicação que resultou em necrose e na amputação de todo o membro superior da vítima".
O laudo conclui ainda que o procedimento colocou em perigo a vida do garoto diante do risco de sepse (infecção generalizada e morte do paciente).
Processo TJ (Foto: tjpi.jus.br)Estado do Piauí consta como réu no sistema do TJ-Piauí (Foto: reprodução/tjpi.jus.br)
Esse caso foi mostrado pelo G1 em reportagem publicada em janeiro do ano passado. Ao registrar ocorrência na polícia, a mãe do garoto relatou que a criança deu entrada no hospital dia 18 de dezembro de 2013 e uma cirurgia de correção foi feita no braço da criança, que recebeu alta no dia 20. No dia 21, a família voltou ao Heda, porque o braço do garoto estava escuro, a mão cheia de bolhas, as unhas pretas e sentindo fortes dores.
A amputação do membro foi feita no dia 22, e, segundo a mãe da criança, os médicos não deram explicação para o procedimento. Após a cirurgia, bolhas voltaram a aparecer pelo corpo da criança.
A conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML) dá conta que a complicação que levou à amputação do braço do jovem poderia ter sido evitada, caso o paciente tivesse sido melhor observado. "Entendo que a primeira alta hospitalar foi precoce e que a complicação após o tratamento cirúrgico poderia ter sido evitada se o paciente tivesse permanecido mais tempo internado, com acompanhamento clínico, cirúrgicos e laboratorial adequados", diz o texto.
Na época, a direção do Heda enviou uma nota à imprensa na qual informava que a amputação aconteceu porque os médicos detectaram que o membro já estava em estado avançado de infecção. A direção disse ainda que o procedimento foi realizado para evitar uma infecção generalizada e que a cirurgia foi feita para salvar a vida da criança com expressa autorização da família.
Os advogados da família Adelmir Lima e Fernando Tallyson, acusam os médicos de não terem feito a limpeza correta antes dos curativos e informou que a ação contra o estado visa reparação de danos morais, materiais e estéticos. Segundo eles, a família já havia tentado acordo com o médico que atendeu o garoto no Heda, mas sem sucesso.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
GAZE DENTRO DO ESTÔMAGO
Catiane dos Santos Bandeira, 35 anos, baixou em novembro de 2014 na Santa Casa de Caridade para fazer uma cirurgia de hérnia de hiato.
Mulher morre, em Alegrete, após possível erro médico
jul 30, 2015
Conforme o marido, Silvio Bandeira, três dias depois voltou ao hospital com muitas dores, e tudo o que comia vomitava. Os médicos não achararam nada e, dia 14 de maio ela fez um raio x onde foi constatado obstrução no esôfago. Dai, conta Silvio: “Minha esposa fez outra cirurgia, voltou para casa, mas sempre ruim e sem comer. Voltamos ao hospital e ela chegou a convulsionar, mas não perdia o sentido e em duas ocasiões me disse que ouviu de quatro médicos que na primeira cirurgia tinham deixado gaze dentro do seu estômago”.
Em resumo, continua o marido: “um outro cirurgião fez uma nova operação e chegou a fotografar o gaze no estômago. No laudo saiu que tinha obstrução intestinal devido a um corpo estranho”.
Ela continuou sem comer e piorou. E dia 22 de maio deste ano, a senhora morreu com infecção generalizada.
O esposo, que é motorista juntou documentos e dados e entrou na justiça para processar o médico que deixou a gaze dentro da esposa, após a primeira cirurgia para retirar uma hérnia de hiato, ainda em novembro de 2014.
Ela deixou esposo e três filhos. Um de 9, um de 10 e outro de 19 anos.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
O MÉDICO E O MONSTRO
"Ele me deformou toda", diz mais uma vítima de erro médico em cirurgia plástica no Rio
Dona de casa pagou R$ 4.000 por cirurgia e teve o corpo mutilado por cirurgião
Rio de Janeiro
30/7/2015
Mais uma vítima de um cirurgião plástico que prometia a mulheres o corpo perfeito quebrou o silêncio. Segundo a dona de casa, que preferiu não se identificar, ela pagou R$ 4.000 pela cirurgia e há 12 anos vive com esse sofrimento de ter tido o corpo mutilado pelo médico.
— Eu não posso pôr uma roupa apertada, não posso pôr um vestido, uma calça justa. Eu não posso porque fica aparecendo um buraco na minha barriga.
De acordo com a vítima, ela conheceu o médico José Vieira Junior ao ver um comercial na televisão, em 2003. A mulher foi a uma consulta, conversou com ele e decidiu fazer uma lipoaspiração e uma abdominoplastia.
— Ao invés de pagar para ficar bem, eu paguei para ficar pior.
A mulher contou que, quando acordou da cirurgia, tinha muito sangue espalhado na maca.
— Eu acordei com aquilo gelado nas costas, mas ele falou que era normal pós-cirurgia.
Ainda segundo a vítima, ela recebeu alta no dia seguinte à operação. O ponto arrebentou e ela contraiu uma grave infecção que afetou os pulmões.
— Fiquei quase um ano deitada sem conseguir fazer nada sozinha, nem mesmo comer ou tomar banho, na recuperação da infecção.
Devido a inúmeros problemas pós-cirúrgicos, a vítima resolveu levar o caso à Justiça. O processo durou seis anos e ela venceu a ação. O juiz determinou que o cirurgião a indenizasse em R$ 30 mil, mas, até hoje, quatro anos depois, ela não recebeu nada.
O médico que operou a mulher nunca compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos, mas, mesmo assim, foi indiciado por lesão corporal. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o médico não é filiado ao órgão. O Conselho Regional de Medicina do Rio confirmou que o cadastro do médico está ativo, mas não comenta denúncias que ainda não foram julgadas.
De acordo com o Ministério Público, outras três denúncias estão sendo investigadas. Procurado pela Rede Record, o médico não quis falar sobre as denúncias.
Outras vítimas
Uma mulher de 30 anos viu o sonho de ter o corpo perfeito se transformar em pesadelo. A paciente contou que também foi vítima do cirurgião plástico. A jovem colocou uma prótese de silicone nos seios. Segundo ela, o médico sequer deu anestesia antes do procedimento.
— Ele me deu dois comprimidos, botou um pano verde na minha frente e começou a dar várias agulhadas no meu peito e eu comecei a gritar de dor. Ele falou que já estava acabando e a enfermeira também
Após a cirurgia, a situação só piorou. Com medo, a dona de casa procurou o médico. Ele aplicou uma medicação e a mandou voltar para casa. Desconfiada, a paciente foi ao pronto-socorro. Na unidade, a mulher fez um exame e descobriu que a prótese tinha rompido.
A mulher de Gilson de Lima viveu drama parecido. Melina Pereira também procurou o cirurgião para colocar prótese nos glúteos. Ela pagou R$ 7.000 pelo serviço. A vítima teve trombose em razão de complicações da cirurgia e morreu seis meses depois. Gilson contou que a mulher já sentiu dores após o procedimento.
— Ele nem deu atenção. Ele disse que ia ver outra pessoa em Alcântara. Eu que dei assistência. O médico que tirou a prótese se apavorou. Estava tudo errado.
http://r7.com/jYYb
INVESTIGAÇÃO POLICIAL
Mulher morre após cirurgia plástica; médico é investigado por erros e continua atendendo na Tijuca
A polícia investiga um cirurgião plástico por erro médico, uma pacientes morreu após colocar uma próteses de silicone. José Vieira Júnior, realiza os procedimentos sem qualquer cuidado e várias pacientes tiveram problemas. Segundo pacientes, ele não usava anestesia durante as operações. O marido da vítima falou no Balanço Geral sobre as condições que o médico atuava. José continua atendendo em uma clínica na Tijuca, zona norte do Rio.
http://videos.r7.com/mulher-morre-apos-cirurgia-plastica-medico-e-investigado-por-erros-e-continua-atendendo-na-tijuca/idmedia/55b138990cf2ee98573d3b26.html
HOSPITAL RETIRA O ÚTERO AO INVÉS DA VESÍCULA
Mulher é internada em hospital para operar vesícula e sai da mesa de cirurgia sem o útero
Família de Kátia Regina Vargas Araújo, de 45 anos, acredita que erro médico ocorreu porque outra paciente com mesmo nome estava internada na unidade
19 de junho de 2015

Mulher é internada em hospital para operar vesícula e sai da mesa de cirurgia sem o úteroKátia Regina precisava tirar a vesícula, mas acabou perdendo o útero
A cuidadora de idosos Kátia Regina Vargas Araújo, de 45 anos, deu entrada na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Glória, no centro de Belford Roxo, Baixada Fluminense, nesta quarta-feira, para operar a vesícula, mas acabou tendo o útero retirado na sala de operação. Mais de 24 horas depois de passar pelo centro cirúrgico da unidade de saúde, Kátia e o marido, o auxiliar de serviços gerais Arnaldo Pinto Araújo, de 49 anos, não receberam nenhuma explicação sobre a mudança na operação. A clínica é particular e tem convênio com o SUS. O marido de Kátia, que soube da retirada do útero em vez da vesícula na quinta-feira pela manhã, depois que a própria mulher ligou para ele, acusa a unidade de erro médico.
"Ela ligou pra mim às 6 horas da manhã me avisando, falando: 'Arnaldo, aconteceu uma tragédia. Eles me operaram errado. Em vez de me operar a vesícula, eles tiraram o meu útero'. Todo o prontuário, todos os exames dela, eram para fazer a cirurgia da vesícula", conta.
Segundo Arnaldo, a cirurgia de vesícula estava marcada inicialmente para o dia 28 de maio, porém, quando a família chegou para o procedimento, a casa de saúde estava fechada. A cirurgia foi então remarcada para esta quarta-feira, dia 17. Kátia Regina deu entrada no hospital às 11h30. O médico que deveria operá-la não estava na unidade e outro médico operou a cuidadora de idosos. O marido de Kátia acredita que o médico pegou o prontuário errado na hora de ir para a sala de cirurgia, já que outra paciente com o mesmo nome estava internada na casa de saúde.
"Como tinha uma outra pessoa com o mesmo nome da minha mulher, ele [o médico] deve ter pego o prontuário errado e aí ele fez essa operação. Quando ela acordou, foi que ela viu que o procedimento foi errado", diz.

Ainda no hospital, Kátia sente muitas dores por causa do problema na vesícula
Ninguém da administração da unidade quis se pronunciar. O marido de Kátia afirma que o médico que deveria ter feito o procedimento, doutor Marcos Macedo, admitiu o erro e informou que a cirurgia de vesícula deve ser na sexta-feira da outra semana, quando a mulher for retirar os pontos. A família, porém, está preocupada de a mulher passar por mais uma operação em tão pouco tempo. Enquanto isso, Kátia Regina continua sentindo dores e passando mal por causa do problema na vesícula.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Glória já havia sido interditada no final de março deste ano por falta de equipamentos, inadequação de estrutura física no processo de trabalho e por indisponibilidade de recursos humanos. Ainda de acordo com a secretaria, a casa de saúde foi reaberta um mês depois após resolver os problemas. O advogado da paciente, Maximino Gouveia, afirmou que vai registrar o ocorrido na delegacia de Belford Roxo por negligência médica e levar o caso até o Cremerj, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.
Família de Kátia Regina Vargas Araújo, de 45 anos, acredita que erro médico ocorreu porque outra paciente com mesmo nome estava internada na unidade
19 de junho de 2015

Mulher é internada em hospital para operar vesícula e sai da mesa de cirurgia sem o úteroKátia Regina precisava tirar a vesícula, mas acabou perdendo o útero
A cuidadora de idosos Kátia Regina Vargas Araújo, de 45 anos, deu entrada na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Glória, no centro de Belford Roxo, Baixada Fluminense, nesta quarta-feira, para operar a vesícula, mas acabou tendo o útero retirado na sala de operação. Mais de 24 horas depois de passar pelo centro cirúrgico da unidade de saúde, Kátia e o marido, o auxiliar de serviços gerais Arnaldo Pinto Araújo, de 49 anos, não receberam nenhuma explicação sobre a mudança na operação. A clínica é particular e tem convênio com o SUS. O marido de Kátia, que soube da retirada do útero em vez da vesícula na quinta-feira pela manhã, depois que a própria mulher ligou para ele, acusa a unidade de erro médico.
"Ela ligou pra mim às 6 horas da manhã me avisando, falando: 'Arnaldo, aconteceu uma tragédia. Eles me operaram errado. Em vez de me operar a vesícula, eles tiraram o meu útero'. Todo o prontuário, todos os exames dela, eram para fazer a cirurgia da vesícula", conta.
Segundo Arnaldo, a cirurgia de vesícula estava marcada inicialmente para o dia 28 de maio, porém, quando a família chegou para o procedimento, a casa de saúde estava fechada. A cirurgia foi então remarcada para esta quarta-feira, dia 17. Kátia Regina deu entrada no hospital às 11h30. O médico que deveria operá-la não estava na unidade e outro médico operou a cuidadora de idosos. O marido de Kátia acredita que o médico pegou o prontuário errado na hora de ir para a sala de cirurgia, já que outra paciente com o mesmo nome estava internada na casa de saúde.
"Como tinha uma outra pessoa com o mesmo nome da minha mulher, ele [o médico] deve ter pego o prontuário errado e aí ele fez essa operação. Quando ela acordou, foi que ela viu que o procedimento foi errado", diz.

Ainda no hospital, Kátia sente muitas dores por causa do problema na vesícula
Ninguém da administração da unidade quis se pronunciar. O marido de Kátia afirma que o médico que deveria ter feito o procedimento, doutor Marcos Macedo, admitiu o erro e informou que a cirurgia de vesícula deve ser na sexta-feira da outra semana, quando a mulher for retirar os pontos. A família, porém, está preocupada de a mulher passar por mais uma operação em tão pouco tempo. Enquanto isso, Kátia Regina continua sentindo dores e passando mal por causa do problema na vesícula.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Glória já havia sido interditada no final de março deste ano por falta de equipamentos, inadequação de estrutura física no processo de trabalho e por indisponibilidade de recursos humanos. Ainda de acordo com a secretaria, a casa de saúde foi reaberta um mês depois após resolver os problemas. O advogado da paciente, Maximino Gouveia, afirmou que vai registrar o ocorrido na delegacia de Belford Roxo por negligência médica e levar o caso até o Cremerj, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.
terça-feira, 7 de julho de 2015
MULHER MORRE APÓS REMOVER ESTRIAS
07/07/2015
Mulher morre após fazer cirurgia para remover estrias
A vítima teve infecção generalizada depois de passar por três procedimentos estéticos no mesmo dia
Santos - Uma mulher morreu nove dias após passar por uma cirurgia estética em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Daniela de Sá Avighi, de 36 anos, teve infecção generalizada depois de fazer lipoaspiração, peeling para tirar estrias e implante de silicone nos seios.
De acordo com o irmão da vítima, Claudio Avighi, Daniela passou pelos três procedimentos estéticos no mesmo dia. "Ela fez esse três procedimentos no mesmo dia e teve alta, logo em seguida . A partir disso, ela começou a ter problemas de dores, ter a pressão baixa, mas achávamos que tudo isso era normal”, disse Claudio.
A vítima teve infecção generalizada depois de passar por três procedimentos estéticos no mesmo dia
Foto: Reprodução Facebook
Após alguns dias sentindo dores, Daniela procurou um Pronto Socorro da região e foi constatado que seu estado era grave. A vítima foi encaminhada para um hospital de Santos. "Um dos médicos constatou que ela teve infecção generalizada. Acredito que em decorrência de um raspagem agressiva que se tornou uma queimadura de segundo grau”, afirmou o irmão da vítima.
A família de Daniela questiona se os procedimentos da cirurgia feitos por um cirurgião no Hospital Canto do Forte, em Praia Grande, foram corretos. "Se uma paciente dele faleceu, talvez por conta da cirurgia que ela fez com ele, ele deveria no mínimo dar uma atenção para a família dela, esclarecer os fatos, me receber para a gente conseguir esclarecer tudo. Ele sumiu", disse Claudio.
Até o momento, o médico responsável pelos procedimentos não se manifestou sobre o assunto. O irmão da vítima registou um boletim de ocorrência no 1º Distrito de Praia Grande nesta segunda-feira. O caso será investigado como lesão corporal seguida de morte.
Mulher morre após fazer cirurgia para remover estrias
A vítima teve infecção generalizada depois de passar por três procedimentos estéticos no mesmo dia
Santos - Uma mulher morreu nove dias após passar por uma cirurgia estética em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Daniela de Sá Avighi, de 36 anos, teve infecção generalizada depois de fazer lipoaspiração, peeling para tirar estrias e implante de silicone nos seios.
De acordo com o irmão da vítima, Claudio Avighi, Daniela passou pelos três procedimentos estéticos no mesmo dia. "Ela fez esse três procedimentos no mesmo dia e teve alta, logo em seguida . A partir disso, ela começou a ter problemas de dores, ter a pressão baixa, mas achávamos que tudo isso era normal”, disse Claudio.
A vítima teve infecção generalizada depois de passar por três procedimentos estéticos no mesmo dia
Foto: Reprodução Facebook
Após alguns dias sentindo dores, Daniela procurou um Pronto Socorro da região e foi constatado que seu estado era grave. A vítima foi encaminhada para um hospital de Santos. "Um dos médicos constatou que ela teve infecção generalizada. Acredito que em decorrência de um raspagem agressiva que se tornou uma queimadura de segundo grau”, afirmou o irmão da vítima.
A família de Daniela questiona se os procedimentos da cirurgia feitos por um cirurgião no Hospital Canto do Forte, em Praia Grande, foram corretos. "Se uma paciente dele faleceu, talvez por conta da cirurgia que ela fez com ele, ele deveria no mínimo dar uma atenção para a família dela, esclarecer os fatos, me receber para a gente conseguir esclarecer tudo. Ele sumiu", disse Claudio.
Até o momento, o médico responsável pelos procedimentos não se manifestou sobre o assunto. O irmão da vítima registou um boletim de ocorrência no 1º Distrito de Praia Grande nesta segunda-feira. O caso será investigado como lesão corporal seguida de morte.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
POSSÍVEL ERRO MÉDICO
Antes da cirurgia, soldado estava apenas com o braço enfaixado e chegou a sorrir para a foto
Distrito Federal
29/6/2015
Viúva acusa hospital particular do DF de erro médico na morte de PM após cirurgia no punho
Ele sofreu uma parada cardíaca durante o procedimento
Um soldado da Polícia Militar do Distrito Federal se acidentou ao cair de uma moto, fraturou o punho esquerdo e precisou de cirurgia num hospital particular da Asa Norte, região central de Brasília. Durante o procedimento, Rafael Antunes Viana, de 32 anos, sofreu uma parada cardíaca, e após uma série de complicações durante a semana, ele morreu na madrugada deste domingo (29). Por se tratar de uma operação simples, a esposa dele suspeita de erro médico.
Carla Gonçalves registrou ocorrência na 2ª Delegacia da Polícia Civil e vai pedir a necropsia no corpo do marido nesta segunda-feira (29). A viúva diz que os médicos não souberam informar a ela as causas da parada cardíaca durante a cirurgia da última quarta-feira (24). Em sequência, Rafael sofreu várias convulsões e, na UTI, tomografias descobriram que ele tinha um edema no cérebro. Por volta das 2h15 de domingo, ele faleceu após um choque anafilático.
— Os médicos não sabiam explicar o que estava acontecendo. Todos tomaram um susto grande, disseram que não esperavam por isso. Cada dia ele apresentava um quadro novo pior, eles tentavam controlar e descobrir as causas das crises convulsivas. Fiquei indignada, porque o Rafael não tinha problemas de saúde, foi fazer uma cirurgia simples e acabou morrendo. Só pode ter acontecido algum erro.
Rafael Viana se formou recentemente num curso para se tornar soldado da Polícia Militar do DF. Ele trabalhou por dois meses no 2º Batalhão em Taguatinga (DF), onde sofreu o acidente de moto na última terça-feira (23), quando se desequilibrou da moto ao parar numa faixa de pedestres. Além da esposa, ele deixou uma filha de nove meses.
Procurado pela reportagem do R7, o Hospital Santa Helena afirma que o procedimento cirúrgico do paciente cumpriu todas as etapas do protocolo de cirurgia segura, e uma comissão de óbitos vai analisar o caso, conforme recomendação do CFM (Conselho Federal de Medicina).
segunda-feira, 29 de junho de 2015
MORTE APÓS CIRURGIA
Polícia apura suposto erro médico em morte após cirurgia de tireoide
Hospital de Jundiaí (SP) também abriu sindicância para investigar o caso.
Família registrou ocorrência após divergência nos laudos do hospital e IML.
10/06/2015
A diarista Rosalva Gomes Rodrigues, de 53 anos, morreu após cirurgia de tireoide em Jundiaí (Foto: Arquivo pessoal)
A Polícia Civil abriu inquérito nesta semana para investigar a morte de uma mulher depois de uma cirurgia para retirada da tireoide – importante glândula que produz diversos hormônios no corpo humano – em um hospital de Jundiaí (SP). A família da diarista Rosalva Gomes Rodrigues, de 53 anos, registrou o boletim de ocorrência após as necropsias feitas pelo Hospital São Vicente de Paulo, onde a cirurgia foi realizada, e o Instituto Médico Legal (IML) apontarem causas diferentes para a morte. Em nota, o hospital afirma que também abriu sindicância para apurar o caso.
Segundo o delegado titular do 1º Distrito Policial, Paulo Sérgio Martins, a investigação vai apurar se houve erro médico por parte da equipe que realizou o procedimento. "No momento não existem provas suficientes para caracterizar um homicídio. Vamos apurar a eventualidade do erro médico e, se isso ocorreu, quem ocasionou a morte", explica.
Rosalva deu entrada para fazer a cirurgia no dia 1º de junho e morreu no dia seguinte. O laudo elaborado pelo hospital aponta que a diarista teve uma parada cardíaca após um laringoespasmo, um tipo de inflamação nos músculos na região da laringe que teria ocorrido enquanto ela estava no centro em que os pacientes ficam após a cirurgia. Entretanto, a necropsia do IML constatou que o óbito teria sido causado por hemorragia pós-cirurgia e choque hipovolêmico – caracterizado pela perda de grandes quantidades de sangue e líquidos causados devido a hemorragias.
Martins explica que, caso seja caracterizado o crime, o responsável poderá responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. "Em casos de erro médico, este crime é cometido devido a imperícia do profissional no ato da cirurgia. Pode ser um cirurgião que fez um procedimento que causou uma hemorragia, uma enfermeira que deu alguma medicação errada, etc. São várias possibilidades. Vamos entender em que momento houve o possível erro para individualizar a culpa."
Ficamos assustados e revoltados porque minha mãe morreu em uma cirurgia muito simples"
Bruno Rodrigues Reis, filho de Rosalva
Ainda de acordo com o delegado, tanto a equipe médica quanto os familiares foram intimados para comparecer na delegacia e prestar depoimentos. Eles devem ser ouvidos até o começo da próxima semana. A polícia também solicitou detalhes do laudo do Instituto Médico Legal. O inquérito deve ser concluído em 30 dias.
Revolta
A morte repentina da diarista causou revolta na família, que não acredita no laudo entregue pelo hospital. “Ficamos assustados e revoltados, porque minha mãe morreu em uma cirurgia muito simples”, diz o filho da diarista, Bruno Rodrigues Reis, em entrevista.
De acordo com ele, Rosalva não tinha problemas de saúde e passaria pela cirurgia para retirar um nódulo. “O nódulo era benigno, mas os médicos recomendam que ele seja retirado para evitar uma possibilidade de câncer. Como ela tinha hipotireoidismo, iria viver com reposição hormonal após a retirada da tireoide”, explica.
A cirurgia teve duração de aproximadamente três horas. Segundo Reis, por volta das 9h os atendentes informaram que a paciente desceria para a unidade de pós-operatório quando os efeitos dos anestésicos terminassem. Às 20h, Rosalva saiu do centro cirúrgico entubada, procedimento que auxilia a respiração do paciente.
Neste momento, a família alega não ter recebido informações sobre as circunstâncias da cirurgia, apenas teriam sido informados que ela estava entubada devido ao laringoespasmo. “Só na tarde do outro dia conversamos com o médico plantonista. Ele me certificou que minha mãe não tinha tido hemorragias, que era a minha grande preocupação, e disse que a cirurgia tinha sido ‘ótima’.”
No começo da noite, a família recebeu uma ligação do hospital e, após chegarem na unidade, os parentes da paciente foram informados sobre a morte da diarista. O médico plantonista afirmou que Rosalva teria sofrido uma parada cardíaca após outro laringoespamo quando ela estava sendo desentubada. "Eu pesquisei sobre o assunto antes de ir para o hospital e vi que a chance de o laringoespamo ser fatal é maior geralmente em crianças, devido ao tamanho da região da laringe ser menor. Por isso duvidei do médico e pedi que um novo laudo no IML", diz o filho da diarista.
Após receber o laudo do instituto apontando como causa da morte hemorragia pós-cirurgia e choque hipovolêmico, Reis decidiu registrar o boletim de ocorrência para que a polícia investigue o caso. "Parecia que tinha alguma coisa estanha, pelas respostas que os médicos davam. Se eu não tivesse solicitado autopsia, jamais saberíamos disso", diz.
Em nota, a diretoria do Hospital São Vicente de Paulo afirma que abriu sindicância para apurar a reclamação referente ao atendimento de Rosalva. "Esta medida foi tomada após publicação do boletim de ocorrência feito pela família e, caso seja necessário, a diretoria tomará medidas administrativas contra os envolvidos", conclui.
Necropsias realizadas pelo IML (esq) e Hospital São Vicente de Paulo apontam causas diferentes para a morte da diarista Rosalva (Foto: Arquivo pessoal / Bruno Rodrigues Reis)
Hospital de Jundiaí (SP) também abriu sindicância para investigar o caso.
Família registrou ocorrência após divergência nos laudos do hospital e IML.
10/06/2015
A diarista Rosalva Gomes Rodrigues, de 53 anos, morreu após cirurgia de tireoide em Jundiaí (Foto: Arquivo pessoal)
A Polícia Civil abriu inquérito nesta semana para investigar a morte de uma mulher depois de uma cirurgia para retirada da tireoide – importante glândula que produz diversos hormônios no corpo humano – em um hospital de Jundiaí (SP). A família da diarista Rosalva Gomes Rodrigues, de 53 anos, registrou o boletim de ocorrência após as necropsias feitas pelo Hospital São Vicente de Paulo, onde a cirurgia foi realizada, e o Instituto Médico Legal (IML) apontarem causas diferentes para a morte. Em nota, o hospital afirma que também abriu sindicância para apurar o caso.
Segundo o delegado titular do 1º Distrito Policial, Paulo Sérgio Martins, a investigação vai apurar se houve erro médico por parte da equipe que realizou o procedimento. "No momento não existem provas suficientes para caracterizar um homicídio. Vamos apurar a eventualidade do erro médico e, se isso ocorreu, quem ocasionou a morte", explica.
Rosalva deu entrada para fazer a cirurgia no dia 1º de junho e morreu no dia seguinte. O laudo elaborado pelo hospital aponta que a diarista teve uma parada cardíaca após um laringoespasmo, um tipo de inflamação nos músculos na região da laringe que teria ocorrido enquanto ela estava no centro em que os pacientes ficam após a cirurgia. Entretanto, a necropsia do IML constatou que o óbito teria sido causado por hemorragia pós-cirurgia e choque hipovolêmico – caracterizado pela perda de grandes quantidades de sangue e líquidos causados devido a hemorragias.
Martins explica que, caso seja caracterizado o crime, o responsável poderá responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. "Em casos de erro médico, este crime é cometido devido a imperícia do profissional no ato da cirurgia. Pode ser um cirurgião que fez um procedimento que causou uma hemorragia, uma enfermeira que deu alguma medicação errada, etc. São várias possibilidades. Vamos entender em que momento houve o possível erro para individualizar a culpa."
Ficamos assustados e revoltados porque minha mãe morreu em uma cirurgia muito simples"
Bruno Rodrigues Reis, filho de Rosalva
Ainda de acordo com o delegado, tanto a equipe médica quanto os familiares foram intimados para comparecer na delegacia e prestar depoimentos. Eles devem ser ouvidos até o começo da próxima semana. A polícia também solicitou detalhes do laudo do Instituto Médico Legal. O inquérito deve ser concluído em 30 dias.
Revolta
A morte repentina da diarista causou revolta na família, que não acredita no laudo entregue pelo hospital. “Ficamos assustados e revoltados, porque minha mãe morreu em uma cirurgia muito simples”, diz o filho da diarista, Bruno Rodrigues Reis, em entrevista.
De acordo com ele, Rosalva não tinha problemas de saúde e passaria pela cirurgia para retirar um nódulo. “O nódulo era benigno, mas os médicos recomendam que ele seja retirado para evitar uma possibilidade de câncer. Como ela tinha hipotireoidismo, iria viver com reposição hormonal após a retirada da tireoide”, explica.
A cirurgia teve duração de aproximadamente três horas. Segundo Reis, por volta das 9h os atendentes informaram que a paciente desceria para a unidade de pós-operatório quando os efeitos dos anestésicos terminassem. Às 20h, Rosalva saiu do centro cirúrgico entubada, procedimento que auxilia a respiração do paciente.
Neste momento, a família alega não ter recebido informações sobre as circunstâncias da cirurgia, apenas teriam sido informados que ela estava entubada devido ao laringoespasmo. “Só na tarde do outro dia conversamos com o médico plantonista. Ele me certificou que minha mãe não tinha tido hemorragias, que era a minha grande preocupação, e disse que a cirurgia tinha sido ‘ótima’.”
No começo da noite, a família recebeu uma ligação do hospital e, após chegarem na unidade, os parentes da paciente foram informados sobre a morte da diarista. O médico plantonista afirmou que Rosalva teria sofrido uma parada cardíaca após outro laringoespamo quando ela estava sendo desentubada. "Eu pesquisei sobre o assunto antes de ir para o hospital e vi que a chance de o laringoespamo ser fatal é maior geralmente em crianças, devido ao tamanho da região da laringe ser menor. Por isso duvidei do médico e pedi que um novo laudo no IML", diz o filho da diarista.
Após receber o laudo do instituto apontando como causa da morte hemorragia pós-cirurgia e choque hipovolêmico, Reis decidiu registrar o boletim de ocorrência para que a polícia investigue o caso. "Parecia que tinha alguma coisa estanha, pelas respostas que os médicos davam. Se eu não tivesse solicitado autopsia, jamais saberíamos disso", diz.
Em nota, a diretoria do Hospital São Vicente de Paulo afirma que abriu sindicância para apurar a reclamação referente ao atendimento de Rosalva. "Esta medida foi tomada após publicação do boletim de ocorrência feito pela família e, caso seja necessário, a diretoria tomará medidas administrativas contra os envolvidos", conclui.
Necropsias realizadas pelo IML (esq) e Hospital São Vicente de Paulo apontam causas diferentes para a morte da diarista Rosalva (Foto: Arquivo pessoal / Bruno Rodrigues Reis)
sexta-feira, 13 de março de 2015
MORTE NA BAHIA
21/01/2015
Dona de casa morre após cirurgia de tireoide e polícia investiga erro médico
Mulher de 34 anos teve derrame cerebral no procedimento e não resistiu.
Médico foi afastado do Santa Izabel; delegado vai identificar responsáveis.
Uma dona de casa morreu após uma veia ter ficado bloqueada três dias após uma cirurgia de tireoide realizada no Hospital Santa Izabel, em Salvador. Maria de Fátima Silva, de 34 anos, foi submetida ao procedimento no dia 14 deste mês. O médico responsável, Antônio Carlos Rebouças, foi suspenso preventivamente pela diretoria da unidade de saúde. A Polícia Civil investiga a causa da morte.
A família resolveu procurar a polícia por desconfiar de erro médico. "Toda cirurgia corre risco, mas a de minha irmã era simples. Quando disseram derrame cerebral, que não tem nada a ver com tireoide, eu acredito, eu falei, tem algum erro e se tem algum erro eu não vou deixar enterrar sem provas", afirmou a irmã da vítima, Elaine das Neves.
O delegado Adailton Adan abriu inquérito e acompanhou a autópsia no Instituto Médico Legal (IML). "Verificamos, in loco, que houve realmente um erro no procedimento cirúrgico e vamos saber o que aconteceu. Vamos ouvir médicos, os enfermeiros, anestesistas, todos que foram envolvidos com o episódio, para fazer a indivualização de conduta do procedimento", afirmou o delegado.
A diretoria técnica do hospital afirmou que uma sindicância foi aberta pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb). A unidadeentende que pode ter tido negligência, imperícia ou imprudência. A direção do hospital forneceu à polícia o laudo de exames realizados na paciente. No relatório, foi indicada a realização do exame de trombose cerebral, além da falta de fluxo de sangue na veia jugular.
"A carótida foi obstruída, impedindo o fluxo de sangue para o cérebro, fazendo com que ela tenha tido morte cerebral. É o que os exames nos mostram. Após as investigações, é que poderemos dizer quem são as pessoas que serão responsabilizadas", afirma o delegado. O médico que fez a cirurgia disse que houve complicações logo depois que a paciente operou. Ele confirmou também que foi chamado para prestar depoimento à polícia.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
A RISADA ASSASSINA

Mulher relata dor após aumentar bumbum e suposta biomédica ri;
Paciente falou que sentia falta de ar e afirmou ter medo de sofrer um AVC.
Mulher que fez aplicação a mandou deitar e descartou riscos, em Goiás.
31/10/2014
A auxiliar de leilão Maria José Medrado de Souza Brandão, 39 anos, que morreu no último sábado (24), um dia depois de se submeter a um procedimento para aumentar o bumbum, em Goiânia, reclamou de dor no peito e falta de ar para a suposta biomédica que realizou o procedimento. Em áudios conseguidos com exclusividade pela TV Anhanguera, é possível notar que a paciente estava ofegante e fraca, mas a responsável pela aplicação descartou riscos, orientou Maria a comer "uma coisinha salgada" e deu risada.
Assim que chegou em casa após a intervenção, a auxiliar de leilão mandou uma mensagem dizendo que não conseguiu subir as escadas. "Não tô [sic] conseguindo ficar em pé, parece que eu vou desmaiar de tanta fadiga e do no peito, aquela agonia de não conseguir respirar", afirmou.
Iidentificada como Raquel, a suposta biomédica respondeu tentando acalmar Maria. Segundo ela, o motivo do mal-estar poderia ter sido uma queda na pressão e aconselhou a ficar de repouso. "Aconteceu isso comigo também porque eu não tinha me alimentado direito. Não tinha dormido direito. Isso influencia. Deita e descansa um pouquinho", disse.
Maria insistiu e afirmou que estava deitada há horas, mas continuava com uma sensação ruim. A suposta profissional tentou explicar que é comum ficar tensa com o procedimento e falou para ela comer "alguma coisinha salgada".
Maria José Medrado de Souza Brandão aplicação de hidrogel para aumentar o bumbum em GoIânia, Goiás (Foto: Aracylleny Santos/ Arquivo Pessoal)Maria José morreu um dia após aplicação no
bumbum

(Foto: Aracylleny Santos/ Arquivo Pessoal)
Risos
Momentos depois, Maria encaminhou uma mensagem escrita dizendo: "Tenho medo de AVC [Acidente Vascular Cerebral]. Minha mãe morreu cedo disso". Nesse momento, Raquel deu uma risada e descartou a possibilidade de paciente sofrer do problema.
"AVC não dá falta de ar não. AVC é no cérebro, não dá falta de ar. Pode ficar tranquila. Você fuma? Alguma coisa assim? Você costuma praticar atividade física? Pode ficar tranquila que tem a ver com a tensão, não tem nada", salientou.
Maria José conheceu o trabalho da suposta biomédica por meio de anúncios que a própria mulher colocava na internet. Ela fez uma aplicação, no início deste mês, mas não gostou do resultado e voltou para fazer novamente cerca de 15 dias depois, no último dia 24. No entanto, ela passou mal e chegou a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Jardim América, mas não resistiu e morreu com quadro suspeito de embolia pulmonar no dia seguinte.
Quando ainda negociava a realização da aplicação, Maria ouviu de Raquel que não havia motivos para preocupação. "Eu não seria irresponsável a ponto de fazer um procedimento em você que fosse te deformar, que fosse te deixar com algum tipo de problema. Eu tenho curso, eu não tô fazendo uma coisa de qualquer jeito, entendeu?", indagou.
Em um grupo de no aplicativo de celular Whatsapp, Raquel também fazia propaganda de seu trabalho. "Faço bioplastia de glúteo. Se alguém tiver interesse, me chame inbox". Ao ser questionada sobre valores, ela informou que cobra até R$ 3,9 mil pelo procedimento e promete um "resultado imediato".
Maria José foi levada a hospital com dificuldades para respirar e não resistiu (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Maria foi levada a hospital com dificuldades para
respirar e morreu

(Reprodução/TV Anhanguera)
Depoimentos
A delegada Myrian Vidal, titular do 17º Distrito Policial de Goiânia e responsável pelo caso, já ouviu quatro testemunhas do caso. Na próxima segunda-feira (3), a suspeita de fazer a aplicação deverá ser interrogada. Segundo ela, faltam apenas esta oitiva e o laudo cadavérico para que possa concluir o inquérito.
"Se ficar comprovado que a vítima morreu em decorrência do procedimento, a mulher responderá por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Se não for provado, o que eu acho improvável, ela será autuada na contravenção penal por exercício irregular da profissão, pois o procedimento só pode ser realizado por médicos", explica.
Em nota, o Conselho Regional de Biomedicina da 3ª Região (CRBm-3) informou que, como o nome da mulher não consta na lista de profissionais com registro no órgão, leva o conselho "a crer que não seja ela biomédica". Ao G1, a gerência disse que já solicitou às outras quatro regionais para saber se a mulher tem a formação, mas ainda não recebeu as respostas.
A dona da clínica onde Maria José passou pelo procedimento, a esteticista Clênia Marques Rosendo, disse à polícia que não sabia qual o procedimento seria realizado no local e por isso decidiu local uma das salas para a mulher por R$ 250 a diária. A clínica foi interditada na terça-feira (28) por não possuir alvará sanitário. Além disso, o local também foi multado em R$ 2 mil.
Mulher investigada por morte oferece aumento de bumbum por R$ 3,9 mil em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Mulher investigada por morte cobrava R$ 3,9 mil
por aplicação

(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Ato exclusivo de médicos
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Luiz Humberto Garcia de Souza explicou ao G1 que o procedimento invasivo no glúteo é delicado e só pode ser realizado por médicos devidamente qualificados.
De acordo com o especialista em cirurgia plástica, há uma grande possibilidade de a paciente ter tido embolia pulmonar em virtude da aplicação no glúteo. “Esse produto é um gel muito articulado, são partículas muito pequenas que têm facilidade de penetração vascular e que podem ser levadas em um volume massivo para a árvore venosa do pulmão, gerando um caso gravíssimo de embolia pulmonar”, conclui.
Diante do ocorrido, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) publicou uma resolução proibindo o trabalho médico em estabelecimentos como clínicas de estética e salões de beleza. A norma começou a vigorar na quarta-feira (29).
domingo, 18 de maio de 2014
MARY MORENA
17/05/2014
Dançarina de funk morre no Rio após cirurgias de lipoaspiração e silicone
Zulmariana Oliveira, de 26 anos, era conhecida como 'Mary Morena'.
De acordo com o produtor de grupo de funk, cirurgia custou R$ 7 mil.
Uma dançarina de funk morreu nesta sexta-feira (16) após uma cirurgia para colocar próteses de silicone e uma lipoaspiração em um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Zulmariana Oliveira, de 26 anos, conhecida como Mary Morena, morava em Irajá, no Subúrbio do Rio, e era dançarina do grupos Absolutas do Funk e Tamy e as Delícias. O enterro, segundo familiares, será às 11h30 deste domingo (18), em Ricardo de Albuquerque.
De acordo com Leonardo Adame, produtor do grupo Tamy e as Delícias, Mary tinha pedido liberação para realizar a cirurgia e voltaria a trabalhar em junho. Adame afirmou que o consultório onde foi realizada a cirurgia não possuía UTI e Mary teve complicações após a operação. A cirurgia, de acordo com o produtor, teria custado em torno de R$ 7 mil.
De acordo com informações da 16ª DP (Barra da Tijuca), uma perícia foi realizada no local e testemunhas serão intimadas para depor. As investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias.
Mensagens
"Informamos a todos os amigos da nossa eterna joia rara, que o seu sepultamento será amanhã às 11:30 no cemitério de Ricardo de Albuquerque, orem por nós, que Deus nos dê forças para continuar nossa jornada compreendendo sempre a sua vontade, obrigada a todos, infinitas saudades...", escreveu Márcia Mendes, mãe de Mary, no Facebook.
Mc Tamy, com quem Mary trabalhava, escreveu no Facebook que faria a mesma cirurgia, no mesmo consultório. "A todos os amigos e fãs que estão me perguntando a causa da morte da minha eterna Delicia Mary Morena Original. Então, ela faleceu nessa última noite do dia 16 de maio, às 21hs, durante uma cirurgia de lipoaspiracao na Barra da Tijuca (...). Estou indignada com isso pois eu tbm (sic) ia fazer uma cirurgia e Deus me livrou, mas infelizmente foi tarde pra nossa amiga Mary Morena, uma vez Delicia sempre Delicia, em pensar que ela quiz (sic) dar um tempo na dançar pra se preparar mais e fazer suas cirurgias pra melhorar nos palcos. Apesar que eu sempre falei pra ela que ela já era linda e gostosa e não precisava de mais nada ; ( to arrasada amiga porque vc me deixar (sic) tão nova assim", disse.
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18/05/2014
Namorado de dançarina morta após lipo planejava pedido de casamento
'Ia fazer o pedido no dia do meu aniversário. Estava vendo alianças', disse.
Perícia foi realizada em clínica e testemunhas serão intimadas para depor.
O corpo da dançarina de funk que morreu na sexta-feira (16) após uma cirurgia para colocar próteses de silicone e uma lipoaspiração em um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, foi velado na manhã deste domingo (18), em Ricardo de Albuquerque, no Subúrbio do Rio. O namorado de Zulmariana Oliveira, de 26 anos, conhecida como Mary Morena, disse que ia pedir a jovem em casamento no dia do aniversário dele, 6 de julho.
"O tempo todo ela estava sorrindo, a gente brigava e voltava sempre muito bem. Na verdade, ela estava sempre sorrindo para vida. A gente tinha planos de casar. Eu ia pedi-la em casamento no dia do meu aniversário. Eu já estava vendo as alianças, ia ser uma surpresa pra ela. A gente ia comprar uma casa juntos, já tínhamos o dinheiro guardado", revelou Walace Alfredo Valadares, jogador de futebol.
A mãe de Mary, Márcia Mendes, disse muito emocionada que a filha era uma mulher guerreira e que tinha muita saúde. "Vamos sempre lembrar dela com alegria, pois ela era assim", afirmou.
A dançarina morava em Irajá, no Subúrbio do Rio, e era integrante dos grupos Absolutas do Funk e Tamy e as Delícias. De acordo com o primo de Mary, André Chareet, dez amigas da vítima já haviam feito cirurgias com o mesmo médico que operou a funkeira.
“A gente só vai ter a verdade do que realmente aconteceu com o laudo do Instituto Médico Legal (IML). Por enquanto, não podemos julgar nem acusar ninguém sem provas", afirmou.
Amiga e companheira de grupo de Mary, Tamires Bastos, de 21 anos, afirmou que faria a cirurgia no mesmo hospital. "Eu já fui neste médico, eu entrei no consultório ele ficou sem me olhar por uns 15 minutos. Ele já olhou pra mim e disse que eu precisava mudar, porque era grande. Ele me disse que a Mulher Jaca, a Mulher Filé já tinham feito a cirurgia lá, mas eu não confirmei com elas. Eu estou revoltada com esse médico. Ele me disse que eu não precisava estar com todos os exames pra fazer. Eu ia fazer a lipo, mas não vou fazer mais nada. Não vou brincar com a vida. O sonho dela era ficar famosa”, disse.
Perícia
De acordo com Leonardo Adame, produtor do grupo Tamy e as Delícias, Mary tinha pedido liberação para realizar a cirurgia e voltaria a trabalhar em junho. Adame afirmou que o consultório onde foi realizada a cirurgia não possuía UTI e Mary teve complicações após a operação. A cirurgia, de acordo com o produtor, teria custado em torno de R$ 7 mil.
De acordo com informações da 16ª DP (Barra da Tijuca), uma perícia foi realizada no local e testemunhas serão intimadas para depor. As investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias.
'Vida acabou', diz mãe
"Senhor...te rogo..misericórdia.....acalme a dor dentro de mim...me carregue no colo....pois esta muito difícil suportar.....minha vida acabou hoje!!!!", escreveu Márcia Mendes, mãe de Mary, no Facebook.
terça-feira, 18 de março de 2014
JOELHO INCHADO
Jovem afirma ter sofrido erro médico em cirurgia na perna, em Goiânia
Ele diz que, após quatro meses de acidente de trânsito, dores só aumentam. Haste solta no fêmur inchou joelho e ele não consegue fazer fisioterapia.
14/02/2014
Foto: Arquivo pessoal)
O auxiliar administrativo e estudante Willian dos Santos Silva, de 23 anos, denuncia ter sofrido um erro médico durante cirurgia para correção de uma fratura no fêmur, em Goiânia . O caso aconteceu em outubro do ano passado, quando ele sofreu um acidente de trânsito. Willian afirma que há quatro meses a situação do ferimento só piora.
“Mesmo eu fazendo fisioterapia, o joelho foi inchando cada vez mais e eu sentindo muita dor”, afirma. A cirurgia foi realizada no Hospital Santa Lúcia, na capital, em 5 de outubro. Por causa das dores, Willian retornou ao hospital cinco vezes, até que procurou outro profissional.
“A médica disse que a haste que tinha sido colocada estava solta. Também disse que não tinha só uma fratura, como o médico tinha dito, mas duas”, afirma o rapaz. A peça solta acabou interferindo no joelho de Willian, que, de tão inchado, não dobra mais. “Não consigo mais fazer fisioterapia e, para entrar no ônibus, é um sofrimento. Não sei como vou fazer para ir à faculdade agora”, lamenta.
Ao retornar ao médico que fez a cirurgia, foi recomendado que ele passasse por outro procedimento para afixar a peça novamente, em 28 de novembro. Porém, mesmo após a segunda cirurgia, as dores e o inchaço continuam. “Eles [os médicos] não olham na minha cara. Passam o remédio mais forte que existe e nem olham na sua cara”, afirma.
O Hospital Santa Lúcia enviou apenas o prontuário médico do paciente, mas preferiu não dar qualquer declaração sobre a denúncia de erro médico.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
AMPUTARAM A PERNA ERRADA
Erro médico faz paciente ter duas pernas amputadas ao invés de uma
Diabético, hipertenso e com deficiência renal crônica, Antônio César dos Santos Victorio, de 54 anos, morador de Austin, em Nova Iguaçu, está há dois meses internado no Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj. Há duas semanas, os médicos comunicaram à família que precisariam amputar a perna esquerda do paciente, em função de uma ferida que não cicatrizava no calcanhar. Ontem, às 13h, após a cirurgia, ao receber o pai na enfermaria, Quezia Pereira Victorio, de 21 anos, entrou em desespero. Os médicos haviam amputado a perna direita, acima do tornozelo.
— A médica chegou dizendo que a operação havia sido um sucesso. Mas quando olhei, fiquei sem chão. Tinham amputado a perna errada. O ortopedista veio e disse para mim que haviam passado para ele que era a perna direita, que era o que constava nos exames de risco cirúrgico — conta Quezia. — O médico nos pediu muitas desculpas e disse que assumiria o erro.
Em seguida, levaram Antônio César novamente para o centro cirúrgico para amputar a perna esquerda. A segunda operação teve início às 16h, de acordo com a mulher do paciente, Luzinete Soares Reis Victorio, de 53 nos. Cerca de três horas e meia depois, ele foi levado para a UTI da unidade de Vila Isabel.
— Meu marido se trata no Pedro Ernesto há cerca de quatro anos. Os médicos que o acompanhavam na nefrologia sabiam que o problema era na perna esquerda. Não sei como será nossa vida agora. Terei que parar de trabalhar para cuidar dele — diz Luzinete, que é empregada doméstica e, atualmente, sustenta a família.
Para Quezia, uma das principais preocupações agora é como dizer ao pai que ele precisará, daqui em diante, de uma cadeira de rodas.
— Nas últimas duas semanas, conversei bastante com ele sobre a amputação. Ele estava mais confortado porque sabia que receberia uma prótese e que poderia continuar a andar. Não sei como dizer ao meu pai que ele nunca mais voltará a caminhar — diz, muito emocionada, a jovem, que faz curso de técnica de enfermagem. — Estou pedindo a Deus que conforte o coração dele, assim como está confortando o nosso.
De acordo com Quezia, o hospital escalou quatro seguranças para ficarem em volta da maca dele, na saída do centro cirúrgico:
— Horas após a segunda cirurgia, um médico conversou com a minha mãe e disse que o estado do meu pai é grave. Mas ele sequer citou por que amputaram a perna direita.
Hospital vai apurar
A assessoria de imprensa do Pedro Ernesto afirmou, por meio de nota, que o paciente apresentava “infecção em ambos os membros inferiores, mais proeminente à esquerda”.
Segundo Quezia, seu pai tinha uma lesão na perna direita, mas de menor gravidade:
— Os médicos nunca disseram que seria necessário amputar a perna direita.
O hospital não explicou por que a perna esquerda do paciente, com uma lesão grave, não foi amputada na primeira cirurgia, mas apenas após as queixas da família.
A direção informou que vai apurar as circunstâncias do procedimento, por meio de processo administrativo.
LEIA A NOTA DO HOSPITAL PEDRO ERNESTO NA ÍNTEGRA
A Coordenação de Assistência Médica do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ) informa que no tocante à operação cirúrgica a que foi submetido o paciente A.C.S.V., a Unidade de Ortopedia prestou os seguintes esclarecimentos iniciais:
O paciente portador de nefropatia crônica, diabetes, arteriopatia obstrutiva grave e infecção em ambos os membros inferiores, mais proeminente à esquerda, com colonização por germen multirresistente, evoluiu com quadro de septicemia, sendo realizada amputação bilateral dos membros inferiores em nível infrapatelar, de forma sequencial. Findo o procedimento o paciente foi encaminhado ao CTI Geral para a recuperação pós-operatória, encontrando-se estável.
A Direção do Hospital irá apurar formalmente as circunstâncias que deram ensejo ao procedimento através de processo administrativo específico. Relatórios detalhados estão sendo solicitados aos serviços envolvidos.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
MAIS MÉDICOS: 32 MUTILAÇÕES CONHECIDAS

03/09/2013
Médico que responde a 15 processos é selecionado para atuar em Goiás
Carlos Mansilla é suspeito de causar lesões em pacientes no Amazonas.
Secretário de Saúde diz que ele não vai assumir cargo em Águas Lindas.
O médico Carlos Jorge Cury Mansilla, que responde a 15 processos por complicações pós-cirúrgicas, é um dos selecionados pelo programa Mais Médicos, do governo federal, para atuar em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Ele se apresentou na segunda-feira (2) para assumir o cargo. No entanto, após saber do histórico do profissional, o secretário de saúde da cidade, Willem Madison, disse que vai rever a contratação. “Ele não atendeu e nem vai atender aqui”, afirmou . A posse estava prevista para quarta-feira (4).
Carlos Mansilla, que também é ex-deputado federal, é apontado como falso cirurgião plástico pela Polícia Civil do Amazonas. Das 15 denúncias realizadas oficialmente contra o médico, ele foi indiciado em seis por lesão corporal gravíssima. Mansilla ainda pode ser acusado em outras nove, dependendo do resultado de laudos do Instituto Médico Legal (IML), que ainda não foram entregues à polícia.
Na terça-feira (3), ao falar sobre o programa em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a pasta consultou o Conselho Federal de Medicina para confirmar as suspeitas em relação a Mansilla. O ministério também vai notificar o município de Águas Lindas para que o médico fique impedido de trabalhar até que a avaliação da pasta seja concluída. “Confirmando essa situação, certamente o excluiremos do programa”, disse o ministro.
O secretário de saúde de Águas Lindas de Goiás afirmou que “o município não está interessado neste profissional”. Madison explicou que está tomando as providências necessárias para evitar que o médico tome posse. “Vou comunicar ao Ministério da Saúde que ele [Mansilla] não é de nosso interesse. Vamos fazer o protocolo e entrar em contato por telefone”, informou.
Mansilla é um dos quatro selecionados do programa para atender em Águas Lindas. Segundo o secretário de saúde, apenas três se apresentaram na segunda-feira. “De quatro, vieram três. Agora, já não podemos contar com mais um. Restam dois profissionais para ajudar na cidade”, pontuou.
O secretário afirmou ainda que a situação o “entristece”. “A gente fica triste porque sabe que o município é muito sofrido. Vamos olhar para frente e dar a volta por cima em mais este problema”.
Willem Madison ressalta que vê com bons olhos o programa Mais Médicos. No entanto, “o serviço tem que ser de qualidade”, ponderou.
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28/02/2013
No AM, médico é suspeito de mutilar pacientes durante cirurgias plásticas
Delegado afirma que existem evidências para o médico ser indiciado.
Ele responde a 15 processos por complicações pós-cirúrgicas.
O médico Carlos Jorge Cury Mansilla, que responde a 15 processos por complicações pós-cirúrgicas, prestou depoimento no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), nesta quarta-feira (27). Pacientes dizem ter sido mutiladas durante cirurgias plásticas e denunciam até casos de óbito.
Uma das vítimas, a empresária Andrea Bernardino, iniciou uma campanha em uma rede social, onde conseguiu localizar outras vítimas do médico. "Foi através da minha campanha que todas essas vítimas apareceram. Nem todas entraram com processo contra ele, mas no total já detectei pelo menos 32 mulheres mutiladas. Quinze delas já entraram [com processo], três reclamaram de óbitos, e nós estamos reivindicando pela justiça", disse.
O advogado do médico, Cristian Naranjo, alegou que o corpo dessas mulheres reagiu de forma adversa às cirurgias, mas que não é culpa do médico. "O simples fato de, de repente, uma cirurgia ficar com uma cicatriz que não ficou bem, não implica em dizer que a cirurgia não foi aplicada de forma correta. Cada corpo reage de uma forma diferente a uma cirurgia, e é isso que ele vai esclarecer", afirmou.
De acordo com o delegado do 1º DIP, Mariolino Brito, existem evidências suficientes para que o médico seja indicado por lesão corporal gravíssima. Ele chegou a solicitar a prisão preventiva do médico. O pedido foi concedido pela Justiça, mas Carlos Cury conseguiu um documento de salvo-conduto, que impediu a detenção.
O depoimento recolhido nesta quarta será passado para um juiz, que decidirá se o médico responderá as acusações em liberdade. O suspeito saiu andando da delegacia. No momento em que deixou o local, as supostas vítimas que aguardavam em frente ao distrito de polícia protestaram contra o médico.
Das 15 denúncias realizadas oficialmente contra o médico, Carlos Cury foi indiciado em seis por lesão corporal gravíssima. Ele ainda pode ser indiciado nas outras nove, dependendo de resultado de laudo do Instituto Médico Legal (IML), que ainda não foram entregues à polícia.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
COMIDA NA VEIA DE NOVO
Polícia indicia enfermeira que injetou comida na veia de paciente
Inquérito foi finalizado nesta semana no interior de Minas e acusada responderá em liberdade
A Polícia Civil de Alfenas (MG) finalizou nesta semana o inquérito envolvendo a enfermeira que injetou comida na veia de um paciente. Ela foi indiciada pelo crime de lesão corporal culposa, quando não existe a intenção de causar o dano. A acusada, que poderá responder em liberdade, não teve o nome revelado.O erro aconteceu no início de março e teve como vítima o aposentado José Luiz Pereira, de 83 anos, que estava internado em um hospital particular da cidade. De acordo com o que ficou apurado durante as investigações, ela teria se confundido e injetado alimento no cateter ligado à veia do paciente.
O aposentado havia sido internado duas semanas antes para se tratar de uma pneumonia. O cateter servia para a aplicação de medicamentos, sendo que o alimento deveria ter sido colocado na sonda ligada ao estômago do idoso. A falha o mandou para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas depois ele se recuperou e recebeu alta do hospital. O laudo pericial não soube apontar se houve risco de morte, mas acusou prejuízo à integridade física do doente.O inquérito já foi encaminhado à Justiça pela delegada Renata Rezende Guida. Pelo crime de lesão corporal a enfermeira pode pegar até um ano de prisão, pena esta que pode aumentar em um terço em razão do agravante de ela não ter observado as regras técnicas da profissão.
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