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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

TRAUMATOLOGISTA MATA E ALEJA


Médico denunciado por erro e morte de paciente é cassado
05/10/2016
Após reportagem com denúncias de pacientes, médico foi preso


Rio - Fim da linha para as atividades profissisonais do ortopedista e traumatologista Fernando Cesar Lamy Monteiro da Silva, que responde em liberdade por suposto erro médico, que teria levado à morte um homem de 37 anos, depois de uma cirurgia na coluna. O Conselho Federal de Medicina (CFM) referendou ontem a cassação do exercício profissional de Fernando, proposta há dois anos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj). Pelo menos outras cinco mortes também são atribuídas a ele, acusado de ter deixado ainda várias pessoas aleijadas.

O caso que levou à cassação da profissão de Fernando, que segundo testemunhas chegou a operar pacientes supostamente bêbado, é o do analista de sistemas Marcelo Costa, 37, que morreu em 2012 na mesa de operação. Em 2014, Fernando foi preso por policiais da 26ª DP (Todos os Santos) depois de uma série de matérias feitas pelo DIA. Em uma delas, chegou a indicar cirurgia para a então repórter do jornal Hilka Telles, que se passou por paciente.

De acordo com o Cremerj, não cabe mais recurso para o agora ex-médico, que nega as acusações. A notícia foi comemorada por pessoas que se dizem vítimas de Fernando e por parentes de vítimas. “Estou feliz por saber que ele não vai mais fazer maldades com ninguém”, afirmou Suely Gomes, 57, comerciária que ficou inválida depois de ser operada há quatros anos. Ela usa fraldas até hoje.

A jornalista Fernanda Pimentel, 33, que perdeu a mãe, a bancária Ana Márcia Pimentel, 49, em 2008, desabafou. “Agora quero vê-lo preso. Ele é um assassino em série”, afirmou, lembrando que a mãe teve a coluna operada por Fernando duas vezes no mesmo dia — cervical e lombar. O prazo deveria ser de quatro meses.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

MAIS MÉDICOS: 32 MUTILAÇÕES CONHECIDAS


03/09/2013
Médico que responde a 15 processos é selecionado para atuar em Goiás
Carlos Mansilla é suspeito de causar lesões em pacientes no Amazonas.
Secretário de Saúde diz que ele não vai assumir cargo em Águas Lindas.


O médico Carlos Jorge Cury Mansilla, que responde a 15 processos por complicações pós-cirúrgicas, é um dos selecionados pelo programa Mais Médicos, do governo federal, para atuar em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Ele se apresentou na segunda-feira (2) para assumir o cargo. No entanto, após saber do histórico do profissional, o secretário de saúde da cidade, Willem Madison, disse que vai rever a contratação. “Ele não atendeu e nem vai atender aqui”, afirmou . A posse estava prevista para quarta-feira (4).

Carlos Mansilla, que também é ex-deputado federal, é apontado como falso cirurgião plástico pela Polícia Civil do Amazonas. Das 15 denúncias realizadas oficialmente contra o médico, ele foi indiciado em seis por lesão corporal gravíssima. Mansilla ainda pode ser acusado em outras nove, dependendo do resultado de laudos do Instituto Médico Legal (IML), que ainda não foram entregues à polícia.

Na terça-feira (3), ao falar sobre o programa em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a pasta consultou o Conselho Federal de Medicina para confirmar as suspeitas em relação a Mansilla. O ministério também vai notificar o município de Águas Lindas para que o médico fique impedido de trabalhar até que a avaliação da pasta seja concluída. “Confirmando essa situação, certamente o excluiremos do programa”, disse o ministro.

O secretário de saúde de Águas Lindas de Goiás afirmou que “o município não está interessado neste profissional”. Madison explicou que está tomando as providências necessárias para evitar que o médico tome posse. “Vou comunicar ao Ministério da Saúde que ele [Mansilla] não é de nosso interesse. Vamos fazer o protocolo e entrar em contato por telefone”, informou.

Mansilla é um dos quatro selecionados do programa para atender em Águas Lindas. Segundo o secretário de saúde, apenas três se apresentaram na segunda-feira. “De quatro, vieram três. Agora, já não podemos contar com mais um. Restam dois profissionais para ajudar na cidade”, pontuou.

O secretário afirmou ainda que a situação o “entristece”. “A gente fica triste porque sabe que o município é muito sofrido. Vamos olhar para frente e dar a volta por cima em mais este problema”.

Willem Madison ressalta que vê com bons olhos o programa Mais Médicos. No entanto, “o serviço tem que ser de qualidade”, ponderou.

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28/02/2013
No AM, médico é suspeito de mutilar pacientes durante cirurgias plásticas
Delegado afirma que existem evidências para o médico ser indiciado.
Ele responde a 15 processos por complicações pós-cirúrgicas.


O médico Carlos Jorge Cury Mansilla, que responde a 15 processos por complicações pós-cirúrgicas, prestou depoimento no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), nesta quarta-feira (27). Pacientes dizem ter sido mutiladas durante cirurgias plásticas e denunciam até casos de óbito.

Uma das vítimas, a empresária Andrea Bernardino, iniciou uma campanha em uma rede social, onde conseguiu localizar outras vítimas do médico. "Foi através da minha campanha que todas essas vítimas apareceram. Nem todas entraram com processo contra ele, mas no total já detectei pelo menos 32 mulheres mutiladas. Quinze delas já entraram [com processo], três reclamaram de óbitos, e nós estamos reivindicando pela justiça", disse.


O advogado do médico, Cristian Naranjo, alegou que o corpo dessas mulheres reagiu de forma adversa às cirurgias, mas que não é culpa do médico. "O simples fato de, de repente, uma cirurgia ficar com uma cicatriz que não ficou bem, não implica em dizer que a cirurgia não foi aplicada de forma correta. Cada corpo reage de uma forma diferente a uma cirurgia, e é isso que ele vai esclarecer", afirmou.

De acordo com o delegado do 1º DIP, Mariolino Brito, existem evidências suficientes para que o médico seja indicado por lesão corporal gravíssima. Ele chegou a solicitar a prisão preventiva do médico. O pedido foi concedido pela Justiça, mas Carlos Cury conseguiu um documento de salvo-conduto, que impediu a detenção.

O depoimento recolhido nesta quarta será passado para um juiz, que decidirá se o médico responderá as acusações em liberdade. O suspeito saiu andando da delegacia. No momento em que deixou o local, as supostas vítimas que aguardavam em frente ao distrito de polícia protestaram contra o médico.

Das 15 denúncias realizadas oficialmente contra o médico, Carlos Cury foi indiciado em seis por lesão corporal gravíssima. Ele ainda pode ser indiciado nas outras nove, dependendo de resultado de laudo do Instituto Médico Legal (IML), que ainda não foram entregues à polícia.