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terça-feira, 4 de agosto de 2015

HOSPITAL RETIRA O ÚTERO AO INVÉS DA VESÍCULA

Mulher é internada em hospital para operar vesícula e sai da mesa de cirurgia sem o útero
Família de Kátia Regina Vargas Araújo, de 45 anos, acredita que erro médico ocorreu porque outra paciente com mesmo nome estava internada na unidade

19 de junho de 2015


Mulher é internada em hospital para operar vesícula e sai da mesa de cirurgia sem o úteroKátia Regina precisava tirar a vesícula, mas acabou perdendo o útero

A cuidadora de idosos Kátia Regina Vargas Araújo, de 45 anos, deu entrada na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Glória, no centro de Belford Roxo, Baixada Fluminense, nesta quarta-feira, para operar a vesícula, mas acabou tendo o útero retirado na sala de operação. Mais de 24 horas depois de passar pelo centro cirúrgico da unidade de saúde, Kátia e o marido, o auxiliar de serviços gerais Arnaldo Pinto Araújo, de 49 anos, não receberam nenhuma explicação sobre a mudança na operação. A clínica é particular e tem convênio com o SUS. O marido de Kátia, que soube da retirada do útero em vez da vesícula na quinta-feira pela manhã, depois que a própria mulher ligou para ele, acusa a unidade de erro médico.

"Ela ligou pra mim às 6 horas da manhã me avisando, falando: 'Arnaldo, aconteceu uma tragédia. Eles me operaram errado. Em vez de me operar a vesícula, eles tiraram o meu útero'. Todo o prontuário, todos os exames dela, eram para fazer a cirurgia da vesícula", conta.

Segundo Arnaldo, a cirurgia de vesícula estava marcada inicialmente para o dia 28 de maio, porém, quando a família chegou para o procedimento, a casa de saúde estava fechada. A cirurgia foi então remarcada para esta quarta-feira, dia 17. Kátia Regina deu entrada no hospital às 11h30. O médico que deveria operá-la não estava na unidade e outro médico operou a cuidadora de idosos. O marido de Kátia acredita que o médico pegou o prontuário errado na hora de ir para a sala de cirurgia, já que outra paciente com o mesmo nome estava internada na casa de saúde.

"Como tinha uma outra pessoa com o mesmo nome da minha mulher, ele [o médico] deve ter pego o prontuário errado e aí ele fez essa operação. Quando ela acordou, foi que ela viu que o procedimento foi errado", diz.

Ainda no hospital, Kátia sente muitas dores por causa do problema na vesícula

Ninguém da administração da unidade quis se pronunciar. O marido de Kátia afirma que o médico que deveria ter feito o procedimento, doutor Marcos Macedo, admitiu o erro e informou que a cirurgia de vesícula deve ser na sexta-feira da outra semana, quando a mulher for retirar os pontos. A família, porém, está preocupada de a mulher passar por mais uma operação em tão pouco tempo. Enquanto isso, Kátia Regina continua sentindo dores e passando mal por causa do problema na vesícula.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Glória já havia sido interditada no final de março deste ano por falta de equipamentos, inadequação de estrutura física no processo de trabalho e por indisponibilidade de recursos humanos. Ainda de acordo com a secretaria, a casa de saúde foi reaberta um mês depois após resolver os problemas. O advogado da paciente, Maximino Gouveia, afirmou que vai registrar o ocorrido na delegacia de Belford Roxo por negligência médica e levar o caso até o Cremerj, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

terça-feira, 18 de março de 2014

JOELHO INCHADO


Jovem afirma ter sofrido erro médico em cirurgia na perna, em Goiânia
Ele diz que, após quatro meses de acidente de trânsito, dores só aumentam. Haste solta no fêmur inchou joelho e ele não consegue fazer fisioterapia.
14/02/2014
Foto: Arquivo pessoal)

O auxiliar administrativo e estudante Willian dos Santos Silva, de 23 anos, denuncia ter sofrido um erro médico durante cirurgia para correção de uma fratura no fêmur, em Goiânia . O caso aconteceu em outubro do ano passado, quando ele sofreu um acidente de trânsito. Willian afirma que há quatro meses a situação do ferimento só piora.

“Mesmo eu fazendo fisioterapia, o joelho foi inchando cada vez mais e eu sentindo muita dor”, afirma. A cirurgia foi realizada no Hospital Santa Lúcia, na capital, em 5 de outubro. Por causa das dores, Willian retornou ao hospital cinco vezes, até que procurou outro profissional.

“A médica disse que a haste que tinha sido colocada estava solta. Também disse que não tinha só uma fratura, como o médico tinha dito, mas duas”, afirma o rapaz. A peça solta acabou interferindo no joelho de Willian, que, de tão inchado, não dobra mais. “Não consigo mais fazer fisioterapia e, para entrar no ônibus, é um sofrimento. Não sei como vou fazer para ir à faculdade agora”, lamenta.

Ao retornar ao médico que fez a cirurgia, foi recomendado que ele passasse por outro procedimento para afixar a peça novamente, em 28 de novembro. Porém, mesmo após a segunda cirurgia, as dores e o inchaço continuam. “Eles [os médicos] não olham na minha cara. Passam o remédio mais forte que existe e nem olham na sua cara”, afirma.

O Hospital Santa Lúcia enviou apenas o prontuário médico do paciente, mas preferiu não dar qualquer declaração sobre a denúncia de erro médico.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

AMPUTARAM A PERNA ERRADA


Erro médico faz paciente ter duas pernas amputadas ao invés de uma

Diabético, hipertenso e com deficiência renal crônica, Antônio César dos Santos Victorio, de 54 anos, morador de Austin, em Nova Iguaçu, está há dois meses internado no Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj. Há duas semanas, os médicos comunicaram à família que precisariam amputar a perna esquerda do paciente, em função de uma ferida que não cicatrizava no calcanhar. Ontem, às 13h, após a cirurgia, ao receber o pai na enfermaria, Quezia Pereira Victorio, de 21 anos, entrou em desespero. Os médicos haviam amputado a perna direita, acima do tornozelo.

— A médica chegou dizendo que a operação havia sido um sucesso. Mas quando olhei, fiquei sem chão. Tinham amputado a perna errada. O ortopedista veio e disse para mim que haviam passado para ele que era a perna direita, que era o que constava nos exames de risco cirúrgico — conta Quezia. — O médico nos pediu muitas desculpas e disse que assumiria o erro.

Em seguida, levaram Antônio César novamente para o centro cirúrgico para amputar a perna esquerda. A segunda operação teve início às 16h, de acordo com a mulher do paciente, Luzinete Soares Reis Victorio, de 53 nos. Cerca de três horas e meia depois, ele foi levado para a UTI da unidade de Vila Isabel.

— Meu marido se trata no Pedro Ernesto há cerca de quatro anos. Os médicos que o acompanhavam na nefrologia sabiam que o problema era na perna esquerda. Não sei como será nossa vida agora. Terei que parar de trabalhar para cuidar dele — diz Luzinete, que é empregada doméstica e, atualmente, sustenta a família.

Para Quezia, uma das principais preocupações agora é como dizer ao pai que ele precisará, daqui em diante, de uma cadeira de rodas.

— Nas últimas duas semanas, conversei bastante com ele sobre a amputação. Ele estava mais confortado porque sabia que receberia uma prótese e que poderia continuar a andar. Não sei como dizer ao meu pai que ele nunca mais voltará a caminhar — diz, muito emocionada, a jovem, que faz curso de técnica de enfermagem. — Estou pedindo a Deus que conforte o coração dele, assim como está confortando o nosso.

De acordo com Quezia, o hospital escalou quatro seguranças para ficarem em volta da maca dele, na saída do centro cirúrgico:

— Horas após a segunda cirurgia, um médico conversou com a minha mãe e disse que o estado do meu pai é grave. Mas ele sequer citou por que amputaram a perna direita.

Hospital vai apurar

A assessoria de imprensa do Pedro Ernesto afirmou, por meio de nota, que o paciente apresentava “infecção em ambos os membros inferiores, mais proeminente à esquerda”.

Segundo Quezia, seu pai tinha uma lesão na perna direita, mas de menor gravidade:

— Os médicos nunca disseram que seria necessário amputar a perna direita.

O hospital não explicou por que a perna esquerda do paciente, com uma lesão grave, não foi amputada na primeira cirurgia, mas apenas após as queixas da família.

A direção informou que vai apurar as circunstâncias do procedimento, por meio de processo administrativo.



LEIA A NOTA DO HOSPITAL PEDRO ERNESTO NA ÍNTEGRA

A Coordenação de Assistência Médica do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ) informa que no tocante à operação cirúrgica a que foi submetido o paciente A.C.S.V., a Unidade de Ortopedia prestou os seguintes esclarecimentos iniciais:

O paciente portador de nefropatia crônica, diabetes, arteriopatia obstrutiva grave e infecção em ambos os membros inferiores, mais proeminente à esquerda, com colonização por germen multirresistente, evoluiu com quadro de septicemia, sendo realizada amputação bilateral dos membros inferiores em nível infrapatelar, de forma sequencial. Findo o procedimento o paciente foi encaminhado ao CTI Geral para a recuperação pós-operatória, encontrando-se estável.

A Direção do Hospital irá apurar formalmente as circunstâncias que deram ensejo ao procedimento através de processo administrativo específico. Relatórios detalhados estão sendo solicitados aos serviços envolvidos.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

COMIDA NA VEIA DE NOVO


Polícia indicia enfermeira que injetou comida na veia de paciente
Inquérito foi finalizado nesta semana no interior de Minas e acusada responderá em liberdade


A Polícia Civil de Alfenas (MG) finalizou nesta semana o inquérito envolvendo a enfermeira que injetou comida na veia de um paciente. Ela foi indiciada pelo crime de lesão corporal culposa, quando não existe a intenção de causar o dano. A acusada, que poderá responder em liberdade, não teve o nome revelado.O erro aconteceu no início de março e teve como vítima o aposentado José Luiz Pereira, de 83 anos, que estava internado em um hospital particular da cidade. De acordo com o que ficou apurado durante as investigações, ela teria se confundido e injetado alimento no cateter ligado à veia do paciente.

O aposentado havia sido internado duas semanas antes para se tratar de uma pneumonia. O cateter servia para a aplicação de medicamentos, sendo que o alimento deveria ter sido colocado na sonda ligada ao estômago do idoso. A falha o mandou para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas depois ele se recuperou e recebeu alta do hospital. O laudo pericial não soube apontar se houve risco de morte, mas acusou prejuízo à integridade física do doente.O inquérito já foi encaminhado à Justiça pela delegada Renata Rezende Guida. Pelo crime de lesão corporal a enfermeira pode pegar até um ano de prisão, pena esta que pode aumentar em um terço em razão do agravante de ela não ter observado as regras técnicas da profissão.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

LÂMINA NO PEITO



Médico atende paciente esfaqueado em MG, mas deixa lâmina no peito da vítima

Homem de 25 anos que foi atendido em hospital de Araxá após ter levado uma facada durante um assalto está com a lâmina de 11 centímetros no corpo há quase três meses

19/02/2013

A Secretaria Municipal de Saúde de Araxá (MG) investiga os motivos que levaram um médico a deixar uma lâmina de uma faca dentro do peito do paciente. Claudinei Geraldo da Silva, de 25 anos, diz que quando está caminhando chega a sentir o objeto, detectado em raio-X, se movendo. Ele foi esfaqueado no final de novembro durante uma tentativa de assalto, ocasião em que foi medicado em uma unidade do Pronto Atendimento Municipal (PAM).

Silva conta que estava na avenida Washington Barcelos quando uma quadrilha o rendeu e tentou levar sua caminhonete. Ele reagiu e foi atingido com uma facada nas costas. Levado até o PAM, o médico não teria solicitado nenhum exame, apenas providenciado alguns pontos no corte e depois liberado o paciente.

Com dores, Silva alega ter voltado várias vezes ao PAM, mas sempre ouvia que o procedimento era normal e recebido apenas a prescrição de analgésicos. O rapaz afirma que foi somente neste mês que conseguiu encaminhamento para uma ultrassonografia que constatou a presença da lâmina com 11 centímetros no seu peito.

A partir daí ele passou a lutar para conseguir autorização para fazer a cirurgia de retirada do objeto. Ele teme que a faca esteja se mexendo e possa até levá-lo à morte. "Quando mexo o braço esquerdo sinto uma ferroada muito forte", afirmou o paciente que deixou de trabalhar como pedreiro por conta das dores.

A cirurgia ainda nem teria sido marcada e talvez tenha de ser realizada em outra cidade devido a sua complexidade. No raio X é possível ver que a lâmina da faca chega a passar entre os ossos da costela.

A reportagem tentou falar com o secretário de Saúde de Araxá, Luis Fernando Alves de Castro, mas ele não foi localizado nesta terça-feira. A Secretaria informou que o paciente será encaminhado para realizar a operação de retirada da lâmina, ainda sem data definida. Também foi aberto um processo interno para apurar responsabilidades no caso. O médico que fez o atendimento e que não teve o nome revelado seria ouvido na tarde desta terça.

sábado, 18 de agosto de 2012

PRESCRIÇÃO INCORRETA DE MEDICAMENTO


24.05.2012

Erro médico mata criança no Hospital Souza Aguiar


Rio - O menino Luiz Felipe Siqueira de 8 anos, teve uma parada cardíaca e morreu nesta segunda-feira após ingerir medicamento ao qual era alérgico no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. Ele havia dado entrada na unidade com febre e dores no corpo no último sábado. As informações são do SBT Rio.

A mãe da criança avisou aos médicos que o menino seria alérgico à alguns remédios. "Eu não levei meu filho para morrer. Se é uma unidade médica, eles não poderiam cometer o erro de dar uma medicação que ele não poderia tomar" disse a mãe.

http://appsodia.ig.com.br/portal/tvodia/videos/O_DIA_ONLINE_TV_O_DIA_crianca_morre_por_erro_medico.shtml

terça-feira, 7 de agosto de 2012

MAIS UM ABSURDO !



Hospital admite erro médico durante cirurgia de adolescente em Belém
Jovem seria operado para retirar um pino do pulso.
Hospital lamenta e diz que nomes homônimos provocaram a confusão
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02/05/2012

Um adolescente de 14 anos foi vítima de erro médico em um hospital de Belém (PA). Segundo a mãe do jovem, a dona de casa Iranilda Maria Santos Silva, o menino foi internado no dia 30 de abril para retirar um pino do punho. Porém, no momento da cirurgia, médicos começaram o procedimento no ombro do adolescente.

De acordo com dona Iranilda, os médicos informaram que o procedimento de retirada do pino levaria aproximadamente 15 minutos. Depois de duas horas esperando pela saída do filho, ela foi informada por uma enfermeira que o procedimento que estava sendo realizado no ombro do garoto era demorado. A dona de casa disse então, que o menino tinha sido internado para retirar um pino do pulso, e não do ombro.

Ainda segundo a dona de casa, a enfermeira entrou imediatamente na sala de cirurgia para avisar a equipe médica sobre o erro. Os médicos interromperam a cirurgia, e fizeram a operação correta. Ao encontrar com a mãe, o adolescente contou ter visto que o raio-x na sala de cirurgia não era o seu. O jovem tentou avisar para os médicos, mas segundo ele ninguém lhe deu atenção.

Um dos profissionais da equipe que operou o jovem conversou com a mãe do adolescente na última segunda-feira (30), mesmo dia em que foi feita a cirurgia, confirmando o equívoco inicial. Inconformada com a confusão, a dona de casa registrou um boletim de ocorrência pelo erro médico. O incidente está sendo investigado pela polícia.

Em nota, o Hospital Infantil Santa Terezinha informou que o fato "decorreu de uma situação em que os pacientes que seriam submetidos a um pequeno procedimento cirúrgico eram homônimos e no momento da chamada daquele que teria o procedimento no OMBRO, quem ingressou na sala de cirurgia foi o menor que iria ter um procedimento no PUNHO, e os médicos vendo a radiografia, fizeram uma pequena incisão no ombro, e como não havia nada a ser retirado, logo ficou constatado que se tratava de outro menor, sendo o mesmo imediatamente suturado e realizado o procedimento correto.Ressalta-se que nenhum prejuizo de natureza fisiológica ou estética foi causado no menor, ou lhe deixará sequelas posteriores". O hospital afirmou, ainda, que lamenta o ocorrido.

O Conselho Regional de Medicina do Pará também se manifestou, e disse que vai abrir uma sindicância para apurar o caso.