terça-feira, 4 de agosto de 2015

HOSPITAL RETIRA O ÚTERO AO INVÉS DA VESÍCULA

Mulher é internada em hospital para operar vesícula e sai da mesa de cirurgia sem o útero
Família de Kátia Regina Vargas Araújo, de 45 anos, acredita que erro médico ocorreu porque outra paciente com mesmo nome estava internada na unidade

19 de junho de 2015


Mulher é internada em hospital para operar vesícula e sai da mesa de cirurgia sem o úteroKátia Regina precisava tirar a vesícula, mas acabou perdendo o útero

A cuidadora de idosos Kátia Regina Vargas Araújo, de 45 anos, deu entrada na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Glória, no centro de Belford Roxo, Baixada Fluminense, nesta quarta-feira, para operar a vesícula, mas acabou tendo o útero retirado na sala de operação. Mais de 24 horas depois de passar pelo centro cirúrgico da unidade de saúde, Kátia e o marido, o auxiliar de serviços gerais Arnaldo Pinto Araújo, de 49 anos, não receberam nenhuma explicação sobre a mudança na operação. A clínica é particular e tem convênio com o SUS. O marido de Kátia, que soube da retirada do útero em vez da vesícula na quinta-feira pela manhã, depois que a própria mulher ligou para ele, acusa a unidade de erro médico.

"Ela ligou pra mim às 6 horas da manhã me avisando, falando: 'Arnaldo, aconteceu uma tragédia. Eles me operaram errado. Em vez de me operar a vesícula, eles tiraram o meu útero'. Todo o prontuário, todos os exames dela, eram para fazer a cirurgia da vesícula", conta.

Segundo Arnaldo, a cirurgia de vesícula estava marcada inicialmente para o dia 28 de maio, porém, quando a família chegou para o procedimento, a casa de saúde estava fechada. A cirurgia foi então remarcada para esta quarta-feira, dia 17. Kátia Regina deu entrada no hospital às 11h30. O médico que deveria operá-la não estava na unidade e outro médico operou a cuidadora de idosos. O marido de Kátia acredita que o médico pegou o prontuário errado na hora de ir para a sala de cirurgia, já que outra paciente com o mesmo nome estava internada na casa de saúde.

"Como tinha uma outra pessoa com o mesmo nome da minha mulher, ele [o médico] deve ter pego o prontuário errado e aí ele fez essa operação. Quando ela acordou, foi que ela viu que o procedimento foi errado", diz.

Ainda no hospital, Kátia sente muitas dores por causa do problema na vesícula

Ninguém da administração da unidade quis se pronunciar. O marido de Kátia afirma que o médico que deveria ter feito o procedimento, doutor Marcos Macedo, admitiu o erro e informou que a cirurgia de vesícula deve ser na sexta-feira da outra semana, quando a mulher for retirar os pontos. A família, porém, está preocupada de a mulher passar por mais uma operação em tão pouco tempo. Enquanto isso, Kátia Regina continua sentindo dores e passando mal por causa do problema na vesícula.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Glória já havia sido interditada no final de março deste ano por falta de equipamentos, inadequação de estrutura física no processo de trabalho e por indisponibilidade de recursos humanos. Ainda de acordo com a secretaria, a casa de saúde foi reaberta um mês depois após resolver os problemas. O advogado da paciente, Maximino Gouveia, afirmou que vai registrar o ocorrido na delegacia de Belford Roxo por negligência médica e levar o caso até o Cremerj, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

terça-feira, 7 de julho de 2015

MULHER MORRE APÓS REMOVER ESTRIAS

07/07/2015
Mulher morre após fazer cirurgia para remover estrias
A vítima teve infecção generalizada depois de passar por três procedimentos estéticos no mesmo dia


Santos - Uma mulher morreu nove dias após passar por uma cirurgia estética em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Daniela de Sá Avighi, de 36 anos, teve infecção generalizada depois de fazer lipoaspiração, peeling para tirar estrias e implante de silicone nos seios.

De acordo com o irmão da vítima, Claudio Avighi, Daniela passou pelos três procedimentos estéticos no mesmo dia. "Ela fez esse três procedimentos no mesmo dia e teve alta, logo em seguida . A partir disso, ela começou a ter problemas de dores, ter a pressão baixa, mas achávamos que tudo isso era normal”, disse Claudio.
A vítima teve infecção generalizada depois de passar por três procedimentos estéticos no mesmo dia
Foto: Reprodução Facebook

Após alguns dias sentindo dores, Daniela procurou um Pronto Socorro da região e foi constatado que seu estado era grave. A vítima foi encaminhada para um hospital de Santos. "Um dos médicos constatou que ela teve infecção generalizada. Acredito que em decorrência de um raspagem agressiva que se tornou uma queimadura de segundo grau”, afirmou o irmão da vítima.

A família de Daniela questiona se os procedimentos da cirurgia feitos por um cirurgião no Hospital Canto do Forte, em Praia Grande, foram corretos. "Se uma paciente dele faleceu, talvez por conta da cirurgia que ela fez com ele, ele deveria no mínimo dar uma atenção para a família dela, esclarecer os fatos, me receber para a gente conseguir esclarecer tudo. Ele sumiu", disse Claudio.

Até o momento, o médico responsável pelos procedimentos não se manifestou sobre o assunto. O irmão da vítima registou um boletim de ocorrência no 1º Distrito de Praia Grande nesta segunda-feira. O caso será investigado como lesão corporal seguida de morte.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

POSSÍVEL ERRO MÉDICO


Antes da cirurgia, soldado estava apenas com o braço enfaixado e chegou a sorrir para a foto







Distrito Federal


29/6/2015
Viúva acusa hospital particular do DF de erro médico na morte de PM após cirurgia no punho

Ele sofreu uma parada cardíaca durante o procedimento

Um soldado da Polícia Militar do Distrito Federal se acidentou ao cair de uma moto, fraturou o punho esquerdo e precisou de cirurgia num hospital particular da Asa Norte, região central de Brasília. Durante o procedimento, Rafael Antunes Viana, de 32 anos, sofreu uma parada cardíaca, e após uma série de complicações durante a semana, ele morreu na madrugada deste domingo (29). Por se tratar de uma operação simples, a esposa dele suspeita de erro médico.

Carla Gonçalves registrou ocorrência na 2ª Delegacia da Polícia Civil e vai pedir a necropsia no corpo do marido nesta segunda-feira (29). A viúva diz que os médicos não souberam informar a ela as causas da parada cardíaca durante a cirurgia da última quarta-feira (24). Em sequência, Rafael sofreu várias convulsões e, na UTI, tomografias descobriram que ele tinha um edema no cérebro. Por volta das 2h15 de domingo, ele faleceu após um choque anafilático.

— Os médicos não sabiam explicar o que estava acontecendo. Todos tomaram um susto grande, disseram que não esperavam por isso. Cada dia ele apresentava um quadro novo pior, eles tentavam controlar e descobrir as causas das crises convulsivas. Fiquei indignada, porque o Rafael não tinha problemas de saúde, foi fazer uma cirurgia simples e acabou morrendo. Só pode ter acontecido algum erro.

Rafael Viana se formou recentemente num curso para se tornar soldado da Polícia Militar do DF. Ele trabalhou por dois meses no 2º Batalhão em Taguatinga (DF), onde sofreu o acidente de moto na última terça-feira (23), quando se desequilibrou da moto ao parar numa faixa de pedestres. Além da esposa, ele deixou uma filha de nove meses.

Procurado pela reportagem do R7, o Hospital Santa Helena afirma que o procedimento cirúrgico do paciente cumpriu todas as etapas do protocolo de cirurgia segura, e uma comissão de óbitos vai analisar o caso, conforme recomendação do CFM (Conselho Federal de Medicina).

segunda-feira, 29 de junho de 2015

MORTE APÓS CIRURGIA

Polícia apura suposto erro médico em morte após cirurgia de tireoide
Hospital de Jundiaí (SP) também abriu sindicância para investigar o caso.
Família registrou ocorrência após divergência nos laudos do hospital e IML.

10/06/2015

A diarista Rosalva Gomes Rodrigues, de 53 anos, morreu após cirurgia de tireoide em Jundiaí (Foto: Arquivo pessoal)

A Polícia Civil abriu inquérito nesta semana para investigar a morte de uma mulher depois de uma cirurgia para retirada da tireoide – importante glândula que produz diversos hormônios no corpo humano – em um hospital de Jundiaí (SP). A família da diarista Rosalva Gomes Rodrigues, de 53 anos, registrou o boletim de ocorrência após as necropsias feitas pelo Hospital São Vicente de Paulo, onde a cirurgia foi realizada, e o Instituto Médico Legal (IML) apontarem causas diferentes para a morte. Em nota, o hospital afirma que também abriu sindicância para apurar o caso.

Segundo o delegado titular do 1º Distrito Policial, Paulo Sérgio Martins, a investigação vai apurar se houve erro médico por parte da equipe que realizou o procedimento. "No momento não existem provas suficientes para caracterizar um homicídio. Vamos apurar a eventualidade do erro médico e, se isso ocorreu, quem ocasionou a morte", explica.

Rosalva deu entrada para fazer a cirurgia no dia 1º de junho e morreu no dia seguinte. O laudo elaborado pelo hospital aponta que a diarista teve uma parada cardíaca após um laringoespasmo, um tipo de inflamação nos músculos na região da laringe que teria ocorrido enquanto ela estava no centro em que os pacientes ficam após a cirurgia. Entretanto, a necropsia do IML constatou que o óbito teria sido causado por hemorragia pós-cirurgia e choque hipovolêmico – caracterizado pela perda de grandes quantidades de sangue e líquidos causados devido a hemorragias.

Martins explica que, caso seja caracterizado o crime, o responsável poderá responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. "Em casos de erro médico, este crime é cometido devido a imperícia do profissional no ato da cirurgia. Pode ser um cirurgião que fez um procedimento que causou uma hemorragia, uma enfermeira que deu alguma medicação errada, etc. São várias possibilidades. Vamos entender em que momento houve o possível erro para individualizar a culpa."
Ficamos assustados e revoltados porque minha mãe morreu em uma cirurgia muito simples"
Bruno Rodrigues Reis, filho de Rosalva

Ainda de acordo com o delegado, tanto a equipe médica quanto os familiares foram intimados para comparecer na delegacia e prestar depoimentos. Eles devem ser ouvidos até o começo da próxima semana. A polícia também solicitou detalhes do laudo do Instituto Médico Legal. O inquérito deve ser concluído em 30 dias.

Revolta
A morte repentina da diarista causou revolta na família, que não acredita no laudo entregue pelo hospital. “Ficamos assustados e revoltados, porque minha mãe morreu em uma cirurgia muito simples”, diz o filho da diarista, Bruno Rodrigues Reis, em entrevista.

De acordo com ele, Rosalva não tinha problemas de saúde e passaria pela cirurgia para retirar um nódulo. “O nódulo era benigno, mas os médicos recomendam que ele seja retirado para evitar uma possibilidade de câncer. Como ela tinha hipotireoidismo, iria viver com reposição hormonal após a retirada da tireoide”, explica.

A cirurgia teve duração de aproximadamente três horas. Segundo Reis, por volta das 9h os atendentes informaram que a paciente desceria para a unidade de pós-operatório quando os efeitos dos anestésicos terminassem. Às 20h, Rosalva saiu do centro cirúrgico entubada, procedimento que auxilia a respiração do paciente.

Neste momento, a família alega não ter recebido informações sobre as circunstâncias da cirurgia, apenas teriam sido informados que ela estava entubada devido ao laringoespasmo. “Só na tarde do outro dia conversamos com o médico plantonista. Ele me certificou que minha mãe não tinha tido hemorragias, que era a minha grande preocupação, e disse que a cirurgia tinha sido ‘ótima’.”

No começo da noite, a família recebeu uma ligação do hospital e, após chegarem na unidade, os parentes da paciente foram informados sobre a morte da diarista. O médico plantonista afirmou que Rosalva teria sofrido uma parada cardíaca após outro laringoespamo quando ela estava sendo desentubada. "Eu pesquisei sobre o assunto antes de ir para o hospital e vi que a chance de o laringoespamo ser fatal é maior geralmente em crianças, devido ao tamanho da região da laringe ser menor. Por isso duvidei do médico e pedi que um novo laudo no IML", diz o filho da diarista.

Após receber o laudo do instituto apontando como causa da morte hemorragia pós-cirurgia e choque hipovolêmico, Reis decidiu registrar o boletim de ocorrência para que a polícia investigue o caso. "Parecia que tinha alguma coisa estanha, pelas respostas que os médicos davam. Se eu não tivesse solicitado autopsia, jamais saberíamos disso", diz.

Em nota, a diretoria do Hospital São Vicente de Paulo afirma que abriu sindicância para apurar a reclamação referente ao atendimento de Rosalva. "Esta medida foi tomada após publicação do boletim de ocorrência feito pela família e, caso seja necessário, a diretoria tomará medidas administrativas contra os envolvidos", conclui.
Necropsias realizadas pelo IML (esq) e Hospital São Vicente de Paulo apontam causas diferentes para a morte da diarista Rosalva (Foto: Arquivo pessoal / Bruno Rodrigues Reis)

sexta-feira, 13 de março de 2015

MORTE NA BAHIA


21/01/2015

Dona de casa morre após cirurgia de tireoide e polícia investiga erro médico
Mulher de 34 anos teve derrame cerebral no procedimento e não resistiu.
Médico foi afastado do Santa Izabel; delegado vai identificar responsáveis.


Uma dona de casa morreu após uma veia ter ficado bloqueada três dias após uma cirurgia de tireoide realizada no Hospital Santa Izabel, em Salvador. Maria de Fátima Silva, de 34 anos, foi submetida ao procedimento no dia 14 deste mês. O médico responsável, Antônio Carlos Rebouças, foi suspenso preventivamente pela diretoria da unidade de saúde. A Polícia Civil investiga a causa da morte.

A família resolveu procurar a polícia por desconfiar de erro médico. "Toda cirurgia corre risco, mas a de minha irmã era simples. Quando disseram derrame cerebral, que não tem nada a ver com tireoide, eu acredito, eu falei, tem algum erro e se tem algum erro eu não vou deixar enterrar sem provas", afirmou a irmã da vítima, Elaine das Neves.

O delegado Adailton Adan abriu inquérito e acompanhou a autópsia no Instituto Médico Legal (IML). "Verificamos, in loco, que houve realmente um erro no procedimento cirúrgico e vamos saber o que aconteceu. Vamos ouvir médicos, os enfermeiros, anestesistas, todos que foram envolvidos com o episódio, para fazer a indivualização de conduta do procedimento", afirmou o delegado.

A diretoria técnica do hospital afirmou que uma sindicância foi aberta pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb). A unidadeentende que pode ter tido negligência, imperícia ou imprudência. A direção do hospital forneceu à polícia o laudo de exames realizados na paciente. No relatório, foi indicada a realização do exame de trombose cerebral, além da falta de fluxo de sangue na veia jugular.

"A carótida foi obstruída, impedindo o fluxo de sangue para o cérebro, fazendo com que ela tenha tido morte cerebral. É o que os exames nos mostram. Após as investigações, é que poderemos dizer quem são as pessoas que serão responsabilizadas", afirma o delegado. O médico que fez a cirurgia disse que houve complicações logo depois que a paciente operou. Ele confirmou também que foi chamado para prestar depoimento à polícia.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A RISADA ASSASSINA



Mulher relata dor após aumentar bumbum e suposta biomédica ri;
Paciente falou que sentia falta de ar e afirmou ter medo de sofrer um AVC.
Mulher que fez aplicação a mandou deitar e descartou riscos, em Goiás.


31/10/2014

A auxiliar de leilão Maria José Medrado de Souza Brandão, 39 anos, que morreu no último sábado (24), um dia depois de se submeter a um procedimento para aumentar o bumbum, em Goiânia, reclamou de dor no peito e falta de ar para a suposta biomédica que realizou o procedimento. Em áudios conseguidos com exclusividade pela TV Anhanguera, é possível notar que a paciente estava ofegante e fraca, mas a responsável pela aplicação descartou riscos, orientou Maria a comer "uma coisinha salgada" e deu risada.



Assim que chegou em casa após a intervenção, a auxiliar de leilão mandou uma mensagem dizendo que não conseguiu subir as escadas. "Não tô [sic] conseguindo ficar em pé, parece que eu vou desmaiar de tanta fadiga e do no peito, aquela agonia de não conseguir respirar", afirmou.

Iidentificada como Raquel, a suposta biomédica respondeu tentando acalmar Maria. Segundo ela, o motivo do mal-estar poderia ter sido uma queda na pressão e aconselhou a ficar de repouso. "Aconteceu isso comigo também porque eu não tinha me alimentado direito. Não tinha dormido direito. Isso influencia. Deita e descansa um pouquinho", disse.

Maria insistiu e afirmou que estava deitada há horas, mas continuava com uma sensação ruim. A suposta profissional tentou explicar que é comum ficar tensa com o procedimento e falou para ela comer "alguma coisinha salgada".
Maria José Medrado de Souza Brandão aplicação de hidrogel para aumentar o bumbum em GoIânia, Goiás (Foto: Aracylleny Santos/ Arquivo Pessoal)Maria José morreu um dia após aplicação no
bumbum

(Foto: Aracylleny Santos/ Arquivo Pessoal)

Risos
Momentos depois, Maria encaminhou uma mensagem escrita dizendo: "Tenho medo de AVC [Acidente Vascular Cerebral]. Minha mãe morreu cedo disso". Nesse momento, Raquel deu uma risada e descartou a possibilidade de paciente sofrer do problema.

"AVC não dá falta de ar não. AVC é no cérebro, não dá falta de ar. Pode ficar tranquila. Você fuma? Alguma coisa assim? Você costuma praticar atividade física? Pode ficar tranquila que tem a ver com a tensão, não tem nada", salientou.

Maria José conheceu o trabalho da suposta biomédica por meio de anúncios que a própria mulher colocava na internet. Ela fez uma aplicação, no início deste mês, mas não gostou do resultado e voltou para fazer novamente cerca de 15 dias depois, no último dia 24. No entanto, ela passou mal e chegou a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Jardim América, mas não resistiu e morreu com quadro suspeito de embolia pulmonar no dia seguinte.

Quando ainda negociava a realização da aplicação, Maria ouviu de Raquel que não havia motivos para preocupação. "Eu não seria irresponsável a ponto de fazer um procedimento em você que fosse te deformar, que fosse te deixar com algum tipo de problema. Eu tenho curso, eu não tô fazendo uma coisa de qualquer jeito, entendeu?", indagou.

Em um grupo de no aplicativo de celular Whatsapp, Raquel também fazia propaganda de seu trabalho. "Faço bioplastia de glúteo. Se alguém tiver interesse, me chame inbox". Ao ser questionada sobre valores, ela informou que cobra até R$ 3,9 mil pelo procedimento e promete um "resultado imediato".
Maria José foi levada a hospital com dificuldades para respirar e não resistiu (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Maria foi levada a hospital com dificuldades para
respirar e morreu

(Reprodução/TV Anhanguera)

Depoimentos
A delegada Myrian Vidal, titular do 17º Distrito Policial de Goiânia e responsável pelo caso, já ouviu quatro testemunhas do caso. Na próxima segunda-feira (3), a suspeita de fazer a aplicação deverá ser interrogada. Segundo ela, faltam apenas esta oitiva e o laudo cadavérico para que possa concluir o inquérito.

"Se ficar comprovado que a vítima morreu em decorrência do procedimento, a mulher responderá por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Se não for provado, o que eu acho improvável, ela será autuada na contravenção penal por exercício irregular da profissão, pois o procedimento só pode ser realizado por médicos", explica.

Em nota, o Conselho Regional de Biomedicina da 3ª Região (CRBm-3) informou que, como o nome da mulher não consta na lista de profissionais com registro no órgão, leva o conselho "a crer que não seja ela biomédica". Ao G1, a gerência disse que já solicitou às outras quatro regionais para saber se a mulher tem a formação, mas ainda não recebeu as respostas.

A dona da clínica onde Maria José passou pelo procedimento, a esteticista Clênia Marques Rosendo, disse à polícia que não sabia qual o procedimento seria realizado no local e por isso decidiu local uma das salas para a mulher por R$ 250 a diária. A clínica foi interditada na terça-feira (28) por não possuir alvará sanitário. Além disso, o local também foi multado em R$ 2 mil.
Mulher investigada por morte oferece aumento de bumbum por R$ 3,9 mil em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Mulher investigada por morte cobrava R$ 3,9 mil
por aplicação

(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Ato exclusivo de médicos
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Luiz Humberto Garcia de Souza explicou ao G1 que o procedimento invasivo no glúteo é delicado e só pode ser realizado por médicos devidamente qualificados.

De acordo com o especialista em cirurgia plástica, há uma grande possibilidade de a paciente ter tido embolia pulmonar em virtude da aplicação no glúteo. “Esse produto é um gel muito articulado, são partículas muito pequenas que têm facilidade de penetração vascular e que podem ser levadas em um volume massivo para a árvore venosa do pulmão, gerando um caso gravíssimo de embolia pulmonar”, conclui.

Diante do ocorrido, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) publicou uma resolução proibindo o trabalho médico em estabelecimentos como clínicas de estética e salões de beleza. A norma começou a vigorar na quarta-feira (29).

domingo, 18 de maio de 2014

MARY MORENA



17/05/2014

Dançarina de funk morre no Rio após cirurgias de lipoaspiração e silicone
Zulmariana Oliveira, de 26 anos, era conhecida como 'Mary Morena'.
De acordo com o produtor de grupo de funk, cirurgia custou R$ 7 mil.


Uma dançarina de funk morreu nesta sexta-feira (16) após uma cirurgia para colocar próteses de silicone e uma lipoaspiração em um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Zulmariana Oliveira, de 26 anos, conhecida como Mary Morena, morava em Irajá, no Subúrbio do Rio, e era dançarina do grupos Absolutas do Funk e Tamy e as Delícias. O enterro, segundo familiares, será às 11h30 deste domingo (18), em Ricardo de Albuquerque.

De acordo com Leonardo Adame, produtor do grupo Tamy e as Delícias, Mary tinha pedido liberação para realizar a cirurgia e voltaria a trabalhar em junho. Adame afirmou que o consultório onde foi realizada a cirurgia não possuía UTI e Mary teve complicações após a operação. A cirurgia, de acordo com o produtor, teria custado em torno de R$ 7 mil.

De acordo com informações da 16ª DP (Barra da Tijuca), uma perícia foi realizada no local e testemunhas serão intimadas para depor. As investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias.

Mensagens
"Informamos a todos os amigos da nossa eterna joia rara, que o seu sepultamento será amanhã às 11:30 no cemitério de Ricardo de Albuquerque, orem por nós, que Deus nos dê forças para continuar nossa jornada compreendendo sempre a sua vontade, obrigada a todos, infinitas saudades...", escreveu Márcia Mendes, mãe de Mary, no Facebook.

Mc Tamy, com quem Mary trabalhava, escreveu no Facebook que faria a mesma cirurgia, no mesmo consultório. "A todos os amigos e fãs que estão me perguntando a causa da morte da minha eterna Delicia Mary Morena Original. Então, ela faleceu nessa última noite do dia 16 de maio, às 21hs, durante uma cirurgia de lipoaspiracao na Barra da Tijuca (...). Estou indignada com isso pois eu tbm (sic) ia fazer uma cirurgia e Deus me livrou, mas infelizmente foi tarde pra nossa amiga Mary Morena, uma vez Delicia sempre Delicia, em pensar que ela quiz (sic) dar um tempo na dançar pra se preparar mais e fazer suas cirurgias pra melhorar nos palcos. Apesar que eu sempre falei pra ela que ela já era linda e gostosa e não precisava de mais nada ; ( to arrasada amiga porque vc me deixar (sic) tão nova assim", disse.


-------------------------------------------------------------------------------------

18/05/2014
Namorado de dançarina morta após lipo planejava pedido de casamento
'Ia fazer o pedido no dia do meu aniversário. Estava vendo alianças', disse.
Perícia foi realizada em clínica e testemunhas serão intimadas para depor.


O corpo da dançarina de funk que morreu na sexta-feira (16) após uma cirurgia para colocar próteses de silicone e uma lipoaspiração em um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, foi velado na manhã deste domingo (18), em Ricardo de Albuquerque, no Subúrbio do Rio. O namorado de Zulmariana Oliveira, de 26 anos, conhecida como Mary Morena, disse que ia pedir a jovem em casamento no dia do aniversário dele, 6 de julho.

"O tempo todo ela estava sorrindo, a gente brigava e voltava sempre muito bem. Na verdade, ela estava sempre sorrindo para vida. A gente tinha planos de casar. Eu ia pedi-la em casamento no dia do meu aniversário. Eu já estava vendo as alianças, ia ser uma surpresa pra ela. A gente ia comprar uma casa juntos, já tínhamos o dinheiro guardado", revelou Walace Alfredo Valadares, jogador de futebol.

A mãe de Mary, Márcia Mendes, disse muito emocionada que a filha era uma mulher guerreira e que tinha muita saúde. "Vamos sempre lembrar dela com alegria, pois ela era assim", afirmou.

A dançarina morava em Irajá, no Subúrbio do Rio, e era integrante dos grupos Absolutas do Funk e Tamy e as Delícias. De acordo com o primo de Mary, André Chareet, dez amigas da vítima já haviam feito cirurgias com o mesmo médico que operou a funkeira.

“A gente só vai ter a verdade do que realmente aconteceu com o laudo do Instituto Médico Legal (IML). Por enquanto, não podemos julgar nem acusar ninguém sem provas", afirmou.

Amiga e companheira de grupo de Mary, Tamires Bastos, de 21 anos, afirmou que faria a cirurgia no mesmo hospital. "Eu já fui neste médico, eu entrei no consultório ele ficou sem me olhar por uns 15 minutos. Ele já olhou pra mim e disse que eu precisava mudar, porque era grande. Ele me disse que a Mulher Jaca, a Mulher Filé já tinham feito a cirurgia lá, mas eu não confirmei com elas. Eu estou revoltada com esse médico. Ele me disse que eu não precisava estar com todos os exames pra fazer. Eu ia fazer a lipo, mas não vou fazer mais nada. Não vou brincar com a vida. O sonho dela era ficar famosa”, disse.

Perícia
De acordo com Leonardo Adame, produtor do grupo Tamy e as Delícias, Mary tinha pedido liberação para realizar a cirurgia e voltaria a trabalhar em junho. Adame afirmou que o consultório onde foi realizada a cirurgia não possuía UTI e Mary teve complicações após a operação. A cirurgia, de acordo com o produtor, teria custado em torno de R$ 7 mil.

De acordo com informações da 16ª DP (Barra da Tijuca), uma perícia foi realizada no local e testemunhas serão intimadas para depor. As investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias.

'Vida acabou', diz mãe
"Senhor...te rogo..misericórdia.....acalme a dor dentro de mim...me carregue no colo....pois esta muito difícil suportar.....minha vida acabou hoje!!!!", escreveu Márcia Mendes, mãe de Mary, no Facebook.